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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bendtner na Juventus

Gigante nórdico fecha plantel
Último dia do mercado de transferências de Verão com a Juventus a garantir a contratação de Nicklas Bendtner, ponta de lança dinamarquês de 24 anos, a título de empréstimo junto do Arsenal, garantindo ainda a opção de compra do passe no final da temporada.

Depois de três meses em que foram incessantemente especulados os nomes de Van Persie, Suarez, Cavani, Jovetic, Dzeko, Llorente ou Berbatov como possíveis reforços da vecchia signora, sabe a pouco, muito pouco, a vinda do gigante nórdico. O tal salto de qualidade na zona de finalização não foi conseguido. A Juve tem um guarda-redes de topo, uma defesa fortíssima, um meio-campo de luxo e avançados talentosos, mas falta um ponta de lança de referência, um jogador que faça a diferença em frente à baliza. Bendtner não é esse jogador, tal como Matri e Quagliarella também não o são. Portanto, se para consumo interno o plantel actual deverá ser mais do que suficiente para reconquistar o scudetto, em termos europeus será mais difícil competir com as trutas do velho continente.

Bendtner chegou ao Arsenal no Verão de 2005 com apenas 17 anos. Depois de uma temporada de aprendizagem na equipa de reservas dos gunners foi emprestado ao Birmingham City da First Division inglesa, onde apontou 13 golos em 48 jogos, ajudando os blues a subirem à Premiership. Regressa a Londres no Verão de 2007. Durante quatro temporadas alterna a titularidade com o banco de suplentes, os golos com as críticas dos adeptos. 46 golos em 155 jogos pelo Arsenal é o pecúlio que não lhe garante a continuidade no plantel de Wenger que o cede por empréstimo ao Sunderland na época passada. Habitual titular nos black cats não consegue mais do que 8 tentos em 29 partidas. 

Fortíssimo fisicamente (1,94 m e 84 kg), porém bastante limitado tecnicamente, está longe de ser um finalizador nato. Curiosamente é na selecção da Dinamarca que apresenta os melhores números - 18 golos em 48 jogos - e onde assume o papel de protagonista. Poderá ser um jogador útil pela competitividade e disponibilidade física sempre demonstradas, mas não lhe peçam para ser o top player tão desejado.

sábado, 2 de agosto de 2008

Vitória prestigiante

A Juventus começou da melhor forma a sua participação na Emirates Cup ao derrotar o organizador Arsenal por 1-0, golo de Trezeguet nos minutos finais da primeira parte, embora precedido de fora de jogo do francês.
Ranieri voltou a apostar na mesma formação que empatou com o Milan para a TIM Cup com Buffon na baliza, Grygera, Mellberg, Chiellini e Molinaro na defesa, Marchionni, Sissoko, Tiago e Nedved no meio campo e Iaquinta e Trezeguet no ataque. Wenger optou por um Arsenal extremamente jovem deixando as principais figuras de fora como Fabregas, Adebayor, Van Persie ou Gallas.
O jogo foi disputado a um ritmo bem agradável para início de temporada com o Arsenal a impor a toada da partida e a Juve a não se deixar inibir tentando e conseguindo muitas vezes resposta à altura. O equilíbrio foi a nota dominante tendo sido escassas as situações de golo. Na primeira metade apenas ocorreram três situações a merecerem destaque, uma para os gunners através do esquerdino Ramsey a ludibriar Grygera e a rematar em posição muito favorável para excelente defesa de Buffon. As outras duas ocasiões pertenceram a Trezeguet e foram quase tiradas a papel químico já que em ambas o francês marcou através de desvios oportunos em posição de fora de jogo. O árbitro auxiliar esteve bem em anular o primeiro, mas falhou na análise ao segundo lance validando um golo irregular à Juve...
No segundo tempo manteve-se a toada da partida, sempre com o Arsenal na busca do golo do empate, mas uma Juve sólida e extremamente bem posicionada em termos defensivos não permitiu tal desiderato aos londrinos. Buffon esteve seguríssimo como é hábito assim como Chiellini, cada vez mais se afirma como o líder da defesa. Mellberg rubricou uma boa exibição tal como os laterais Grygera e Molinaro sempre muito disponíveis no apoio ao ataque. Sissoko confirmou na íntegra as suas características, muito bem no pressing e desarme e muito mal no passe. Tiago esteve em grande plano, nomeadamente na primeira parte ao assumir-se como o organizador de jogo bianconero. Nedved já sem a velocidade de outrora tentou muitas vezes irromper em diagonais tendo num desses lances ganho o livre que originou o golo do triunfo juventino. Na direita Marchionni destacou-se pela sua grande velocidade e entrega ao jogo, mas nem sempre tomou as melhores decisões na condução das jogadas. Iaquinta esteve uns bons furos abaixo dos últimos jogos, bem vigiado, foi muitas vezes apanhado em posição irregular. Mesmo assim foi seu o remate de pontapé livre aos 37' que originou o desvio oportuno de Trezeguet para o golo solitário do encontro.
Quanto aos substitutos apenas Camoranesi se destacou ao entrar para trequartista e ter deliciado a plateia com alguns pormenores técnicos de grande categoria. Entraram ainda na segunda parte Salihamidzic, Amauri, Poulsen, Ekdal e Rossi.
Com esta vitória a Juve soma 4 pontos no torneio, 3 correspondentes à vitória e 1 ao golo marcado contra 0 do Arsenal. Na outra partida da jornada inaugural o Real Madrid bateu o Hamburgo por 2-1. Os merengues somam assim 5 pontos contra 1 dos germânicos, adversário da Juve na derradeira jornada do torneio.