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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Buffon e Pirlo candidatos à Bola de Ouro

Após uma temporada fantástica com a Juventus, coroada com a conquista de um scudetto de forma invencível e um Europeu disputado ao mais alto nível com a nazionale azzurra, Gigi Buffon e Andrea Pirlo são indiscutivelmente dois dos grandes protagonistas do ano futebolístico em curso, não surpreendendo minimamente a nomeação de ambos para o máximo galardão individual que um jogador pode ambicionar, a Bola de Ouro, prémio instituído em conjunto pela FIFA e pela revista France Football

Daqui a exactamente um mês a lista com os actuais 23 jogadores irá ser reduzida a apenas 3 finalistas. O anúncio do vencedor irá acontecer no dia 7 de Janeiro de 2013.

Eis a lista completa por nacionalidade:

Alemanha (2): Manuel Neuer (Bayern Munique) e Mesut Ozil (Real Madrid);
Argentina (2): Sergio Agüero (Manchester City) e Lionel Messi (Barcelona);
Brasil (1): Neymar Júnior (Santos);
Colômbia (1): Radamel Falcao (Atlético de Madrid);
Costa do Marfim (2): Didier Drogba (Shanghai Shenhua) e Yaya Touré (Manchester City);
Espanha (7): Xabi Alonso, Iker Casillas e Sergio Ramos (Real Madrid), Sergio Busquets, Xavi Hernandez, Andres Iniesta e Gerard Piqué (Barcelona);
França (1): Karim Benzema (Real Madrid);
Holanda (1): Robin van Persie (Manchester United);
Inglaterra (1): Wayne Rooney (Manchester United);
Itália (3): Mario Balotelli (Manchester City), Gianluigi Buffon e Andrea Pirlo (Juventus);
Portugal (1): Cristiano Ronaldo (Real Madrid);
Suécia (1): Zlatan Ibrahimovic (PSG).

domingo, 24 de junho de 2012

Buffon e Pirlo colocam Itália nas 'meias'

Buffon trava remate de Cole
Sempre que se disputa um Europeu ou um Mundial de futebol lá vêm os pseudo-comentadores com assento permanente nos media dominantes debitar os clichés e as cassetes do costume sobre o futebol italiano: defensivo, retranca, catenaccio... Hoje, muitos deles devem ter engolido em seco ao constatarem que o seu querido futebol inglês, tão ofensivo e atractivo nas suas considerações, foi completamente dominado e manietado pela squadra azzurra, numa completa inversão de papéis com os quais nos costumam (des)informar. 

Tirando os primeiros vinte minutos onde a selecção inglesa conseguiu equilibrar a contenda, assistiu-se a um domínio absoluto de Itália, sempre liderada pelo maestro Pirlo, em mais uma actuação verdadeiramente impressionante. 117 passes, mais de 15 km percorridos, nenhuma falta cometida e execução irrepreensível - à Panenka - na grande penalidade ilustram exibição de autêntico luxo.

A Inglaterra pode dar-se por muito contente de ter levado a decisão para os penalties já que apenas dispôs de uma efectiva situação de golo em todo o jogo, numa parada magistral de Buffon, a exibir excelentes reflexos após um desvio à queima de Johnson. Duas bolas no poste - uma por De Rossi, outra por Diamanti - e vários remates perigosos de Balotelli e Cassano confirmam superioridade inequívoca dos azzurri, que exibiram um futebol alicerçado na troca dinâmica de passes no meio-campo contrário.

Quanto aos outros juventini, Barzagli e Bonucci formaram a dupla de centrais não dando a mínima hipótese a Rooney e companhia. Com a entrada de Montolivo e a implementação do 4-3-1-2, Marchisio evoluiu de forma mais posicional, contrariamente ao habitual dinamismo e incursões ofensivas. Seguro no passe e eficaz nas compensações tácticas, esteve mais discreto do que nos desafios anteriores. Chiellini ficou de fora das opções por estar a recuperar da lesão muscular contraída contra a Irlanda enquanto que Giaccherini e Giovinco não entraram em jogo.

domingo, 10 de junho de 2012

ItalJuve não cede frente ao 'tiki-taka' da 'roja'

Trio bianconero não facilita perante Iniesta
Com seis jogadores da Juventus no onze - faltou apenas Barzagli, lesionado - Itália impôsno jogo de abertura do Grupo C, uma igualdade a uma bola ao campeão europeu e mundial em título. Prandelli seguiu Conte e apostou num inédito 3-5-2 que não só conteve durante grande parte do desafio o poderoso jogo ofensivo espanhol, como conseguiu desdobrar a equipa em transições rápidas, levando por várias vezes o perigo junto à baliza de Casillas.

Estreia positiva de Giaccherini na nazionale, sem estranhar a adaptação a ala esquerdo, não se coibiu de atacar sempre que pode, retraindo-se apenas na fase final devido à entrada de Jesus Navas que o obrigou a refrear os ímpetos. Bonucci e Chiellini estiveram em grande plano na retaguarda, tal como Buffon que fez uma defesa monumental a tiro à queima de Iniesta. No meio-campo, Marchisio esteve muito sólido, libertando-se sempre que pode para o ataque enquanto que Pirlo, mais posicional, foi o maestro habitual, saindo dos seus pés a magnífica assistência para o golo de Di Natale.

terça-feira, 29 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ItalJuve?

Prandelli revelou uma lista repleta de surpresas
O seleccionador italiano, Cesare Prandelli, divulgou a lista de 32 pré-convocados para a fase final do Euro'2012, onde se incluem 7 jogadores da Juventus: Buffon, Barzagli, Bonucci, Chiellini, Pirlo, Marchisio e Giaccherini, este último algo surpreendente para quem nunca envergou a maglia azzurra, nem sequer nos escalões de base. A época positiva realizada ao serviço da vecchia signora terá sido decisiva para esta chamada, embora tenha muitas dúvidas que o seu nome venha a figurar na convocatória final. Pelo contrário, parece-me claro como a água que os restantes seis juventini estarão entre as primeiras escolhas do técnico azzurro. Buffon, Chiellini e Pirlo formam a estrutura base da nazionale e serão, naturalmente, indiscutíveis. Marchisio é o melhor médio de transição italiano da actualidade e, apesar da forte concorrência no sector, será, muito provavelmente, primeira opção para a intermediária. Partindo do princípio que Prandelli optará por um esquema de três centrais - o reduzido lote de extremos entre os convocados comprova esta teoria, tal como a ausência de um trequartista declarado - onde, muito provavelmente, serão Barzagli e Bonucci a fazerem companhia a Chiellini, numa feliz escolha pela segura defensiva bianconera. E, mesmo que Prandelli opte pela tradicional defesa a quatro, é também plausível que Chiellini possa surgir como lateral-esquerdo, mantendo-se Barzagli e Bonucci como centrais. 

Atendendo ao facto que a Juventus se sagrou campeã nacional com uma elevada base de jogadores italianos era perfeitamente expectável que o número de jogadores bianconeri convocados fosse superior. Prandelli não fez a mesma leitura e deixou Pepe, Quagliarella, Matri e De Ceglie de fora do Europeu. Escolhas bastante discutíveis e pertinentes. 

O lateral/ala esquerdo concorria com Criscito e Balzaretti - dois antigos jogadores da Juve - para as vagas existentes no flanco canhoto e foi preterido. Aceita-se a decisão pela comparativamente menor experiência internacional - apenas representou a azzurra nos escalões de base - e sofreu uma recente lesão muscular que o poderá inclusivamente deixar de fora das opções de Conte para a final da Taça de Itália. No entanto, e olhando a outros nomes da lista de Prandelli, não escandalizaria a sua chamada, antes pelo contrário, seria um justo reconhecimento pela notável evolução - nomeadamente em termos tácticos - que evidenciou nesta temporada. 

A ausência de Pepe em detrimento de Schelotto parece-me, à primeira vista, ridícula. Não conhecendo com grande pormenor o futebol do argentino naturalizado italiano - algo que deveria repensar ainda mais uma eventual chamada - creio que o extremo bianconero fez uma época de grande valia, talvez a melhor da sua carreira, merecendo por inteiro a presença numa grande competição. A utilidade táctica, a versatilidade e a competitividade são atributos que todos lhe reconhecemos, excepto Prandelli que prefere um Camoranesi de terceira categoria.

A selecção italiana sempre se destacou pela presença de um tradicional número 9, ponta-de-lança de área, finalizador nato. Fazendo uma rápida consulta pela memória das últimas três décadas em fases finais de grandes competições lembro-me imediatamente de nomes como Paolo Rossi, Vialli, Massaro, Casiraghi, Vieri, Inzaghi, Toni ou Gilardino. Pois bem, Prandelli acaba de abdicar oficialmente dessa premissa ao convocar apenas um jogador com características que se podem encaixar nesse perfil: o jovem Destro, que poderá perfeitamente ficar de fora dos 23. É evidente que Matri está longe das grandes referências de outrora da posição no Calcio, mas tinha motivos mais que válidos - golos importantes e decisivos durante a stagione - para aspirar a uma presença na Polónia e na Ucrânia. A periclitante forma exibida na parte final da temporada - leia-se ausência de golos - terá contribuído decisivamente para a exclusão. 

Quanto a Quaglia perdeu a corrida para três nomes duvidosos, não pela sua qualidade que é inequívoca, mas sim pelo amor à polémica e à confrontação, sem esquecer a falta de profissionalismo (Balotelli), a frágil condição física consequente de uma delicada cirurgia (Cassano) e a excessiva verdura de quem apenas fez meia dúzia de bons jogos na carreira (Borini).

Outros convocados: De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG), Viviano (Palermo), Abate (Milan), Astori (Cagliari), Bocchetti (Rubin Kazan), Maggio (Napoli), Ogbonna (Torino), Ranocchia (Inter), Cigarini (Atalanta), De Rossi (Roma), Diamanti (Bologna), Montolivo (Fiorentina), Thiago Motta (PSG), Nocerino (Milan), Verratti* (Pescara), Di Natale (Udinese) e Giovinco (Parma).

* atenção a este menino de 19 anos! Está a fazer uma temporada fantástica no Pescara - líder da Série B - e já é considerado por muitos como o sucessor de Pirlo, devido a possuir características técnicas e tácticas bastante semelhantes ao do maestro bianconero. Circulam inúmeros rumores em como a Juventus estará prestes a assegurar a sua contratação, oxalá assim aconteça!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

21. Andrea Pirlo

Data/Local de Nascimento: 19/05/1979, Brescia
Posição: centrocampista
75 internacionalizações e 9 golos por Itália
1ª época na Juventus
Final de contrato: 2014
Carreira: Brescia (1994-98 e 2001), Inter (1998-99 e 2000), Reggina (1999-2000), Milan (2001-11) e Juventus (2011-...)
Palmarés: 2 Campeonatos de Itália (2003/04 e 2010/11)
1 Taça de Itália (2002/03)
1 Supertaça de Itália (2004)
1 Campeonato de Itália da II Divisão (1996/97)
2 Ligas dos Campeões (2002/03 e 2006/07)
2 Supertaças Europeias (2003 e 2007)
1 Campeonato do Mundo de clubes (2007)
1 Campeonato do Mundo (2006)

Numa altura em que os médios-defensivos eram apenas encarados como meros carregadores de piano, reinventou a posição através da sua extraordinária capacidade de passe e de tomadas de decisão. Genial e inteligente, é o maestro do futebol italiano. Debelados os problemas físicos que o apoquentaram na última temporada tem todas as condições para vir a ser o reforço para esta stagione.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pirlo na Juventus

Simbólico. Pirlo é o primeiro reforço da Juventus Agnelli & Marotta vs 2.0
Confirmaram-se os insistentes rumores das últimas semanas: Andrea Pirlo é jogador da Juventus. O centrocampista de 32 anos realizou ontem testes médicos em Turim, tendo em seguida oficializado a sua ligação aos bianconeri por três temporadas. Já hoje, em Vinovo, foi apresentado à comunicação social. Segundo a Gazzetta dello Sport irá auferir um salário anual a rondar os 4 milhões de euros mais prémios. 

Natural de Brescia, formou-se nas camadas jovens do clube local, estreando-se na Série A com 16 anos, idade apenas ao alcance dos predestinados. Originalmente trequartista é nessa posição que joga no Rigamonti, no Inter e na Reggina, até regressar a Brescia em Janeiro de 2001. Aqui, para coexistir com Roberto Baggio, recua no terreno, transformando-se em regista, posição onde as suas características são potenciadas, confirmando-se na década seguinte, ao serviço do Milan e da selecção italiana, como um dos melhores intérpretes da posição a nível mundial. O palmarés fala por si: campeão do mundo de clubes, duas Champions, duas Supertaças Europeias, dois scudetti, uma Taça de Itália e uma Supertaça de Itália pelos rossoneri. Com a squadra azzurra sagrou-se campeão mundial em 2006, "líder silencioso que fala com os pés" segundo Lippi, tendo sido eleito o terceiro melhor jogador da competição. Medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 e campeão europeu de Sub-21 em 2000 - título colectivo ao qual acrescentou o prémio de melhor marcador da prova -  completam o currículo azzurro.

Muito se tem especulado sobre a idade de Pirlo e se será ou não uma boa aposta da Juventus. Para quem acompanha regularmente o Calcio, sabe perfeitamente que um jogador aos 32 anos está longe de estar arrumado, ideia contrária à vigente noutros países, nomeadamente aqui em Portugal, onde qualquer jogador chegado aos 30 é imediatamente apelidado de velho. Poderia terminar este post referindo vários nomes que, nos últimos anos, prolongaram a carreira até perto dos 40, exibindo-se sempre a nível elevado, mas não o vou fazer. Tenho confiança que as exibições de Pirlo falarão por si e calarão todos esses críticos. Benvenuto, Andrea!