sexta-feira, 17 de outubro de 2008

'Match Preview': Nápoles

Ranieri deparou-se com apenas 15 jogadores do plantel principal disponíveis para defrontar o Nápoles, vendo-se assim na obrigação de chamar 5 jovens da equipa Primavera: Ekdal, Rossi, Ariaudo, Pinsoglio e Marrone.
Tiago é a baixa mais recente ao ter-se lesionado durante o treino de hoje.

Convocados (20): Chimenti, Manninger, Grygera, Chiellini, Knezevic, Molinaro, De Ceglie, Salihamidzic, Marchionni, Poulsen, Marchisio, Nedved, Giovinco, Amauri, Del Piero, Ekdal, Rossi, Ariaudo, Pinsoglio e Marrone.

Lesionados (10): Legrottaglie, Camoranesi, Mellberg, Tiago, Iaquinta, Buffon, Zanetti, Zebina, Trezeguet e Jorge Andrade

Suspenso (1): Sissoko

HISTÓRICO
O Nápoles e os seus adeptos encaram sempre com grande fervor a recepção à Juventus, devido à enorme rivalidade existente entre ambas as equipas. É norma o San Paolo estar esgotado e amanhã não deverá ser excepção. Nos mais de 60 jogos já disputados no escalão máximo do futebol italiano regista-se um enorme equílibrio como se comprova pela estatística. O jogo da temporada passada ficou marcado por dois graves erros do árbitro Bergonzi ao transformar simulações de Lavezzi e Zalayeta em duas grandes penalidades...

Jogos: 62
Vitória Nápoles: 18
Empates: 24
Vitórias Juve: 20
Golos: 70-72

Recordistas Juve
Presenças: Gaetano Scirea 13 jogos
Marcadores: Giampiero Boniperti, Omar Sivori e Alessandro Del Piero 3 golos

Último jogo:
27/10/07 3-1 [Gargano e Domizzi (2 g.p.); Del Piero]

Giovinco até 2013

Excelente notícia! Sebastian Giovinco renovou hoje contrato com a Juventus até 2013! O salário foi substancialmente melhorado, falando a imprensa italiana num valor a rondar o milhão de euros anuais. O acordo foi assinado na sede Corso Galileo Ferraris com a presença do presidente Giovanni Cobolli Gigli, do administrador Jean Claude Blanc e do director desportivo Alessio Secco.
No final da cerimónia la Formica Atomica declarou: "Estou feliz em continuar a vestir a camisola bianconera durante os próximos cinco anos e espero que possam ser muitos mais. Sou natural de Turim e sou desde sempre bianconero e, com excepção da última temporada, sempre vesti estas cores. Comecei a jogar na Juventus com 8 anos de idade e hoje, com esta assinatura, começa uma nova fase da minha carreira com o aumentar das responsabilidades e das expectativas criadas sobre mim. Devo agora empenhar-me em assumir o compromisso de dar alegrias à società e aos adeptos, dos quais sempre me senti muito próximo."

Resultados da 23ª sondagem

A 23ª sondagem bateu todos os recordes de participação ao ultrapassar pela primeira vez a marca das três dezenas! Por isso, o meu especial agradecimento a todos os 33 participantes!
A questão recaia na escolha de um antigo jogador bianconero para comandar a equipa técnica no caso de uma possível saída prematura de Ranieri. A disputa foi renhida entre Deschamps e Prandelli, com o antigo médio francês a sair vencedor com 14 votos correspondentes a 42% contra 12 escolhas (36%) para o actual treinador da Fiorentina.
A escolha de Deschamps pode-se explicar com a maneira pouco correcta como foi afastado do comando técnico da Juventus ainda antes do final da temporada de 2006/07 quando já tinha garantido a promoção à Série A. Pessoalmente, penso que deveria ter sido concedida a hipótese de comandar a squadra na Série A, opinião provavelmente partilhada por muitos dos nossos leitores. Prandelli tem feito um excelente trabalho em Florença e com certeza que seria também uma boa opção para liderar a Juve.
Referência ainda para os 6 votos (18%) recolhidos por Ciro Ferrara, actual responsável máximo do futebol juvenil da vecchia signora e adjunto de Lippi na selecção italiana. Vialli obteve apenas uma preferência dos nossos leitores enquanto o actual treinador do Bari, Antonio Conte e Claudio Gentile não mereceram qualquer nomeação.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Juventini in Nazionale

Quatro jogadores bianconeri estiveram em acção na jornada de selecções de ontem:

Manninger: noite complicada para o guardião austríaco ao sofrer três golos na derrota em Viena frente à Sérvia por 3-1


Chiellini: noite difícil para o central italiano ao dividir culpas com Cannavaro no golo de Vucinic. Apesar disso os azzurri venceram 2-1 o Montenegro e lideram o grupo.

De Ceglie: o sub-21 azzurro foi titular e actuou os 90' na vitória 3-1 em Telavive frente a Israel no jogo da 2ª mão do play-off de qualificação para a fase final do Europeu da categoria. Com este triunfo a Itália garantiu a presença na competição.

Knezevic: o central croata entrou a 12' do fim na vitória tranquila por 4-0 sobre a frágil Andorra.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Juventini in Nazionale

Vários jogadores bianconeri estiveram em acção pelas respectivas selecções nas partidas de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010. Eis a lista completa:

Manninger: o guardião austríaco foi titular no surpreendente empate a uma bola na deslocação às Ilhas Faroé.

Poulsen: o centrocampista dinamarquês actuou os 90' na vitória fácil sobre Malta por 3-0 em Copenhaga.

Grygera: o lateral direito checo foi substituído aos 58' por Sionko na derrota 1-2 frente à Polónia em Chorzow.

Chiellini: o defesa central italiano jogou os 90' e viu cartão amarelo no empate a zero contra a Bulgária na deslocação a Sófia num jogo que ficou marcado pelos desacatos provocados por adeptos italianos fascistas.

Sissoko: o médio maliano foi titular e foi admoestado com o cartão amarelo na vitória 2-1 sobre o Chade, garantindo assim a presença na fase final da CAN 2010 e no grupo final de qualificação para o Mundial da África do Sul.

Marchisio e Giovinco: os dois jovens actuaram o tempo completo no empate caseiro com Israel sem golos num encontro da 1ª mão do play-off de qualificação para a fase final do Euro-Sub 21.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Buffon, 2 meses de fora

Buffon realizou hoje em Vinovo uma ecografia para averiguar com exactidão o seu problema muscular e os resultados foram mais graves do que o previsto pelos médicos da selecção italiana.
Gigi sofre de uma lesão de segundo grau no adutor da coxa direita e deverá estar um mês inactivo, onde apenas realizará fisioterapia e treino diferenciado para após debelada a lesão retomar progressivamente os treinos com a equipa. O regresso à competição deverá acontecer somente no início do mês de Dezembro.

Legrottaglie principiou hoje a recuperação no relvado enquanto Zanetti prosseguiu o treino diferenciado em campo. Mellberg realizou apenas exercicío no ginásio e tal como Iaquinta espera-se que na próxima segunda-feira retome o treino no relvado. Camoranesi apresenta uma lesão muscular menos grave do que se previa e nos primeiros dias da próxima semana deverá voltar a treinar-se.

Novo relvado no Olímpico

Amanhã de manhã deverão estar concluídas as obras de remoção e colocação de novo relvado no estádio Olímpico de Turim.
Após a disputa de mais de 120 partidas o anterior relvado estava em péssimas condições e eram notórias grandes dificuldades dos jogadores em controlar a bola em especial na zona central do terreno e nas áreas, onde a relva já praticamente havia desaparecido...
Os trabalhos começaram na segunda-feira logo após a partida com o Palermo e a serem cumpridos os prazos, deverão estar concluídos amanhã, restando uma semana para verificar se o relvado está em condições para o jogo do Torino no próximo fim de semana.

O 'golo' mais bonito de Platini...


No post anterior dedicado a Platini falei do golo mais bonito da sua carreira obtido ao serviço da Juventus. Após busca intensiva no YouTube, escolha e retoque do vídeo com mais qualidade de imagem (é pena ser falado em japonês...) aqui ficam as imagens do mesmo. Com uma ponta de exagero pode-se afirmar que o árbitro da partida cometeu um verdadeiro crime ao invalidar um golo simplesmente perfeito em termos de execução técnica...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Craques Bianconeri: Michel Platini

Michel Platini nasceu a 21 de Junho de 1955 em Joeuf, pequena localidade situada no Nordeste de França, no seio de uma família de ascendência italiana.

Perfil
É recordado como um dos mais fiéis e melhores representantes do perfil de número 10 clássico, devido à sua prodigiosa técnica individual e à exímia visão de jogo. Excelente executante de bolas paradas, marcava bastante golos de livre e de grande penalidade, tendo ainda uma enorme capacidade de finalização. Verdadeiro líder dentro de campo, dono de uma personalidade fortíssima que o ajudou a construir uma carreira ímpar no futebol francês e italiano.
É considerado por muitos o melhor jogador francês de sempre. Na Juventus, é quase unanimemente reconhecido como o melhor jogador estrangeiro de sempre a envergar a maglia bianconera. Para muitos, é efectivamente considerado o melhor jogador de toda a história da Juve.

Nancy e Saint-Étienne
Começou aos 11 anos nas camadas jovens do emblema local onde se manteve até aos 17 anos, contratado pelo Nancy, clube recentemente promovido ao principal escalão do futebol francês. Faz a sua estreia na principal equipa em Maio de 1973 numa partida frente ao Nimes, antes de completar 18 anos. No final da época seguinte o clube é despromovido à segunda divisão, passagem fugaz, já que na temporada seguinte (1974/75) sagrou-se campeão da D2 muito graças à excelente perfomance de Platini, afirmando-se o patrão da equipa e apontando 17 golos. Na temporada seguinte faz parte da selecção francesa que se qualifica e actua nos Jogos Olímpicos de Montreal, caindo nos quartos de final aos pés da RDA. Regressado do Canadá, assina o seu primeiro contrato profissional pelo Nancy válido por três épocas. Nesse mesmo ano de 1976 estreia-se pela selecção principal gaulesa. O primeiro título surge no final da temporada de 1977/78 com a vitória na final da Taça de França por 1-0, frente ao Nice, com golo da sua autoria. No Verão de 1979 expira o seu contrato com o Nancy, não aceita renovar o vínculo e apesar de bastante pretendido por Inter e PSG assina pelo Saint-Étienne por três temporadas. Platini é ainda hoje o melhor marcador da história do Nancy com 127 golos.
O grande objectivo dos verdes ao contratarem Platini era o de tentarem vencer a Taça dos Campeões, troféu que lhes fugira na final de 1976 perante o Bayern Munique. Tal desiderato fica muito longe de ser alcançado e o único título alcançado durante o período de Platini é o campeonato francês de 1980/81. Em termos individuais, Platini afirma-se como jogador essencial na equipa, capitão e número 10 de categoria ímpar, apontando 83 golos em 145 partidas. No Verão de 1982 assina pela Juventus, que paga 880 milhões de liras pelo seu passe.

JUVENTUS
1982/83
Gianni Agnelli e Trapattoni, seduzidos pelo seu enorme talento, vêem em Platini o substituto ideal do irlandês Liam Brady, transferido para a Sampdoria e um dos grandes responsáveis pela conquista dos scudetti de 1981 e 1982. A adaptação a um campeonato mais competitivo e a integração num grupo onde pontificavam seis jogadores titulares da selecção italiana (Zoff, Scirea, Cabrini, Gentile, Tardelli e Rossi) acabada de se sagrar campeã do mundo, demorou algum tempo e só na segunda parte da temporada a verdadeira estrela de Platini começa a brilhar intensamente. A 6 de Março, em pleno estádio Olímpico perante a Roma, líder isolada da Serie A com 5 pontos de avanço, derrota a Juve por 1-0 a poucos minutos do fim, parecia decidido o scudetto desse ano, mas Platini com um soberbo golo de pontapé livre aos 83' e uma magnífica assistência para Brio aos 89' impede os festejos antecipados dos giallorossi. Poucos dias depois, nos quartos de final da Champions, a Juve defronta o Aston Villa, campeão em título. As formações inglesas dominam a prova vencendo consecutivamente as últimas seis edições, mas a Juve termina esse ascendente vencendo 2-1 em Birmingham (Platini melhor em campo e assistência para o golo do triunfo apontado por Boniek) e 3-1 em Turim com doppietta do gaulês! Na meia final é ultrapassado o campeão polaco, Widzew Lodz, 4-2 no total da eliminatória, com mais um golo de Platini.
Em Maio, a Juve chega à final de Atenas como grande favorita ante o Hamburgo, mas os germânicos vencem surpreendentemente 1-0 uma vecchia signora longe das exibições e potencial exibido nas eliminatórias anteriores. É, sem dúvida, uma das derrotas mais difíceis de digerir na história bianconera...
A aposta na Champions descurou o campeonato tendo a Juve que se contentar com o 2º lugar atrás da Roma. Platini sagra-se o melhor marcador da prova com 16 golos. A época é salva com a vitória na final da Taça de Itália, perante o emergente Hellas Verona. Após derrota por 2-0 em Verona, a Juve vence 3-0 na 2ª mão com dois golos decisivos de Platini.

1983/84
Apesar do falhanço da conquista da Champions e da Serie A, Platini vê-lhe reconhecida em termos individuais o excelente ano vencendo a Bola de Ouro da France Football de 1983.
A Juve arranca em força para a reconquista do scudetto vencendo na 1ª jornada o Ascoli por 7-0! A liderança bianconera nunca é posta em causa e no jogo do título perante o rival Torino em Fevereiro, a Juve leva de vencida os granata por 2-1 com dois tentos de belo efeito do inevitável Platini, aumentando a vantagem para 7 pontos! Até final os bianconeri geriram o confortável avanço, conjugando na perfeição com a participação na Taça das Taças, competição que venceriam em Basileia frente ao Porto por 2-1.
Platini sagra-se novamente capocannoniere da Serie A, desta vez num duelo épico com Zico da Udinese. No final, o francês levou a melhor com 20 golos, mais um que o brasileiro.

1984/95
É a época em que todas as fichas são apostadas para a conquista da Coppa Campioni! O campeonato é deixado para segundo plano, a Juve alcança apenas o 6º posto no ano em que o surpreendente Hellas Verona se sagra campeão. Platini sagra-se pela terceira vez consecutiva o melhor marcador, desta vez com 18 golos.
No final de 1984 Platini vence novamente a Bola de Ouro.
Em Janeiro, a Juve disputa a Supertaça Europeia com o Liverpool, campeão europeu. A vitória sorri aos bianconeri graças a dois golos de Boniek, sempre com Platini em grande destaque.

Na caminhada para a final de Bruxelas, a Juve depara-se com o Bordéus na semi-final, equipa onde alinhavam muitos dos companheiros de Platini na selecção gaulesa. Em Turim, a Juve vence por 3-0 com mais um golo de Platini e uma excelente assistência para o tento de Boniek. Na 2ª mão os franceses venceram por 2-0, valendo a inspirada actuação do guardião Tacconi a evitar males maiores.
A 29 de Maio voltam a encontrar-se Juventus e Liverpool, naquela que ficaria tristemente célebre como a tragédia de Heysel. Apesar dos 39 mortos, a grande maioria adeptos da Juve, a UEFA decide avançar com a final. A Juve vence 1-0 num penalty convertido por Platini no segundo tempo. O lance é controverso já que após lançamento longo de Platini para Boniek, o polaco é travado em falta fora da área, tendo o árbitro assinalado grande penalidade. Finalmente, a Juventus alcança o trono europeu, sendo a primeira equipa a vencer as três competições da UEFA, mas os festejos são breves em virtude da enorme desgraça ocorrida nesse final de tarde...

1985/86
É a época de renovação, fecha-se o ciclo vitorioso da squadra que dominou a Europa nos últimos 3 anos, saem Rossi, Boniek, Gentile e Tardelli. Chegam jovens promissores como Manfredonia, Mauro, Serena e Laudrup. Trap mantem-se como treinador e Platini como o líder da equipa.
No final de 1985 conquista a 3ª Bola de Ouro consecutiva, feito único na história do troféu.
O início da Série A é auspicioso com uma série recorde de 8 vitórias consecutivas lançando os bianconeri decisivamente para a conquista do 22º scudetto, o 2º de Platini. A nível individual 10 golos em 19 jogos pareciam querer levá-lo a um inédito 4º título de capocannoniere consecutivo, mas um fraco final de temporada em termos de finalização levam-no a apontar apenas mais 2 golos e a quedar-se na 3ª posição na tabela de goleadores.
Na Champions, após afastado o campeão italiano Verona nos oitavos de final (2-0 com um golo de Platini), cabe seguidamente em sorte o Barcelona. Depois de uma derrota em Camp Nou por 1-0 a Juve não consegue melhor que um empate a uma bola em Turim de nada valendo o golo de Platini.
Em Dezembro, a Juve parte rumo a Tóquio com o objectivo de conquistar o único troféu que ainda não figura no palmarés, a Taça Intercontinental. O adversário é o Argentinos Juniors e para muitos esta será a melhor partida na carreira de Platini, na qual toda a sua classe e capacidade de liderança emergem decisivamente. Em desvantagem logo no início do segundo tempo, a Juve chega ao empate pouco depois num penalty convertido por Platini a castigar derrube sobre Serena na área argentina. A partida é disputada em bom ritmo com qualquer uma das equipas a poder chegar ao golo a qualquer momento. Na sequência de um canto a defesa argentina alivia, Bonini cabeceia a bola para Platini, que se encontra entre a marca de grande penalidade e o limite da área. Le Roi pára a bola de peito e sempre sem deixar cair, toca de pé direito por cima de um defesa e dele próprio e com o pé esquerdo dispara forte e colocado marcando um golo extraordinário, o melhor da sua carreira! Para estupefacção geral o árbitro invalidou o lance, assinalando fora de jogo posicional a Serena, quando este em nada teve influência na jogada! A reacção de Platini fica na história do futebol ao deitar-se no chão com a cabeça apoiada no cotovelo esquerdo (foto em cima à esquerda) fixando incrédulo o árbitro e aplaudindo-o ironicamente em seguida...
Para piorar ainda mais a situação os argentinos colocam-se pouco depois em vantagem, muitos previram que fosse a estocada final nos bianconeri, o tempo escasseava, mas com uma garra tremenda e enorme vontade de vencer, a equipa lançou-se no ataque e aos 85' esplêndida triangulação entre Laudrup e Platini, o jovem dinamarquês contorna o guardião argentino e quase sem ângulo consegue colocar a bola no fundo das redes empatando merecidamente a partida! O título mundial é apenas decidido nos penalties cabendo a Platini apontar o penalty decisivo, tendo recebido muito justamente o troféu de man of the match.

1986-87
É o ano do adeus ao futebol profissional, o processo de renovação da Juventus prossegue com a saída de Trapattoni do comando técnico depois de 10 anos e de ter vencido tudo o que havia para vencer! Do grupo histórico permanecem apenas Scirea e Cabrini, Platini diz não sentir mais estímulo para melhorar e as estatísticas provam-no ao apontar apenas 2 golos na Série A. A Juventus fica-se pelo 2º posto no campeonato atrás do Nápoles de Maradona, naquela que pode ser considerada a época da passagem de testemunho entre os dois grandes números 10 do Calcio e do futebol mundial da década de 80. Também na Champions as coisas não correm bem com a Juve a ser afastada nas grandes penalidades pelo Real Madrid nos oitavos de final.
Era o fim do ciclo vencedor que teve Platini como expoente máximo. Assim a 17 de Maio de 1987 num jogo contra o Brescia, Le Roi, antes de completar 32 anos, despedia-se dos relvados colocando ponto final numa carreira brilhante.
Pela Juventus apontou 104 golos em 224 jogos tendo vencido dois scudetti, uma Taça de Itália, uma Taça dos Campeões, uma Taça das Taças, uma Supertaça Intercontinental e uma Supertaça Europeia. Individualmente conquistou três Bolas de Ouro e sagrou-se também por três vezes melhor marcador da Série A.


Selecção de França
Como jogador participou em três fases finais de Campeonatos do Mundo. A estreia no Argentina'78 esteve longe de ser perfeita com a França a ser eliminada logo na primeira fase pela selecção anfitriã e pela Itália. Quatro anos depois em Espanha, Platini surgiu mais experiente e bem secundado por uma excelente geração de valores do futebol gaulês. A meia final com a RFA foi épica, 3-3 após prolongamento! Nas grandes penalidades os alemães venceram deixando Platini com o prémio de consolação de melhor em campo. A França quedar-se-ia no 4º lugar após derrota com a Polónia no jogo de atribuição do 3º e 4º posto.
No Europeu de 1984 Platini sagra-se campeão europeu disputando uma prova simplesmente estratosférica como provam os 9 golos obtidos em 5 jogos! Foi inquestionavalmente a grande figura da competição, absolutamente decisivo para a conquista do título.
Dois anos depois a França chega ao México'86 com legítimas ambições de conquistar o ceptro mundial, a equipa era basicamente a mesma que se sagrara campeã europeia e tinha nas suas fileiras Platini, um dos melhores jogadores mundiais. Itália e Brasil foram eliminados pelos gauleses antes de nova meia final com a RFA. Tal como quatro anos antes os alemães foram a besta negra de Platini vencendo desta vez por claros 2-0. A França conquistaria o 3º lugar depois de vencer a Bélgica por 4-2 após prolongamento.
Disputou 72 jogos pelos bleus apontando 41 golos, sendo ainda hoje o segundo melhor marcador de sempre, só batido recentemente por Henry.
Em Novembro de 1988 assume o comando técnico da selecção de França. Em virtude da renovação que a equipa nacional estava a levar a cabo não se consegue qualificar para a fase final do Itália'90. Apesar do insucesso permanece no cargo e já com novos valores como Cantona, Papin ou Deschamps arranca uma fase de qualificação invicta rumo ao Euro'92 chegando à Suécia como um dos grandes favoritos ao triunfo final. Após empates com Suécia e Inglaterra uma surpreendente derrota com a Dinamarca afasta a França da meia final e Platini deixa o cargo.

Dirigente
Foi o presidente do Comité Organizador do Mundial'98 disputado em França. Em 2002 é eleito vice-presidente da Federação Francesa de Futebol e em Janeiro de 2007 vence as eleições para presidente da UEFA batendo Lennart Johansson (há 18 anos no cargo), graças a um discurso onde sobressaiam os valores da solidariedade e de uma maior democratização no futebol, o que levou muitos países do antigo bloco soviético a votarem nele. Reformulou os quadros competitivos das competições europeias diminuindo a diferença de representatividade entre os países mais ricos e pobres. Hoje em dia bate-se por uma UEFA mais limpa, com significativamente menos corrupção.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Lesões e selecções

Como se já não bastassem os péssimos resultados e as desoladoras exibições nos últimos desafios junta-se agora uma série de lesões preocupante com Buffon e Camoranesi a engrossarem o já extenso lote de indisponíveis.
O guardião apresenta uma rotura muscular na coxa direita e estará indisponível cerca de 1 mês. O médio tem também uma lesão muscular, mas menos grave que a de Buffon, o que implica uma paragem de 15 a 20 dias. Em qualquer dos casos nenhum dos dois estará disponível para os próximos confrontos com o Nápoles e o Real Madrid e foram ambos dispensados da selecção italiana para a qual tinham sido convocados tendo em vista as partidas com Bulgária e Montenegro.

Também Mellberg falha o jogo da selecção sueca com Portugal em virtude da lesão sofrida na virilha direita no jogo de domingo frente ao Palermo. Contudo, trata-se apenas de uma inflamação e não de lesão muscular, devendo o central estar recuperado para o importante desafio no Sao Paolo.
Iaquinta e Legrottaglie estão em dúvida para o desafio de Nápoles assim como Zanetti. Zebina deverá estar ainda mais algum tempo inoperacional. Trezeguet só no próximo ano... enfim, uma lista enorme de jogadores lesionados a aumentarem ainda mais as preocupações do contestado Ranieri...

Quanto às selecções nacionais, após a exclusão de Buffon, Camoranesi e Mellberg, eis a lista de convocados bianconeri:

Itália (1): Chiellini

Itália sub-21 (3): De Ceglie, Marchisio e Giovinco

Rep. Checa (1): Grygera

Áustria (1): Manninger

Croácia (1): Knezevic

Dinamarca (1): Poulsen

Mali (1): Sissoko

Suécia sub-21 (1): Ekdal

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Desolador...

Entre outros títulos apropriados para descrever a exibição da Juventus no desafio de ontem frente ao Palermo, achei que o termo desolador seria o mais indicado. A equipa bianconera deu novamente uma pálida imagem do seu valor, é uma formação com condição física precária, não apresenta fio de jogo nem automatismos válidos, mostrando muito pouco para um candidato ao scudetto...
Não basta lançar bolas longas para Amauri e esperar que este consiga servir em condições Del Piero. Não se pode exigir a um miúdo de 21 anos na sua terceira partida como titular que pegue no jogo e comande a equipa em campo. Não se pode ficar à espera que Alex resolva as partidas numa qualquer bola parada.
É inadmissível que um jogador veja 2 cartões amarelos em 5 minutos por duas entradas duras idênticas na zona de meio campo e antes do intervalo! Esse jogador, no mínimo, só pode ser classificado como burro! A táctica de jogar com 3 centrocampistas falhou rotundamente, Poulsen foi sempre um jogador a menos, jogou encostado aos centrais e até ao momento ainda não justificou em nada a sua contratação, Sissoko prejudicou claramente a equipa com uma expulsão estúpida, acabando por ser Marchisio o menos mau do trio. Giovinco demonstrou estar ainda muito verde para assumir a responsabilidade de organizar todo o jogo ofensivo a partir de uma posição central, esteve muito apagado e foi muito bem anulado por Liverani e Nocerino. Para já na minha opinião, la formica atomica, deve voltar a actuar partindo de uma das faixas, tal como fez nas anteriores partidas com tão bons resultados.


Pela primeira vez esta temporada Ranieri alterou o tradicional 4*4*2 para um ousado (no papel) 4*3*1*2 e a verdade é que foi pior a emenda que o soneto, já que a equipa nunca conseguiu praticar um futebol agradável e conseguido, jogando sempre em esforço e em jeito muito atabalhoado. Pelo contrário, o Palermo apresentando uma táctica semelhante à da Juventus mostrou um trio de centrocampistas personalizado, com Liverani em grande plano muito bem auxiliado por Nocerino e Bresciano. À sua frente evoluiu Fábio Simplicio, jogador de boa técnica e visão de jogo, que especialmente após a expulsão de Sissoko jogou a seu belo prazer...
A partida começou muito equilibrada, bastante disputada a meio campo, com o Palermo a contrariar facilmente as investidas bianconeri. Apesar disso, aos 12' a Juve pode-se queixar de um fora de jogo mal tirado a Del Piero, quando este se encaminhava com muito perigo, sobre a meia esquerda, para a baliza adversária...
Cassani, numa excelente investida pelo corredor direito, deu o primeiro sinal de perigo da squadra rosanera, ao ir até à linha de fundo e cruzar para trás rasteiro valendo o corte providencial de Sissoko a impedir o desvio vitorioso de Cavani. Logo a seguir, aos 23', livre para o Palermo a punir falta de Sissoko sobre Miccoli. A punição é extremamente bem executada por Liverani, desmarca Cavani no interior da área sobre a direita, com o uruguaio a rematar de primeira para excelente defesa de Buffon, a bola ressalta para a frente onde surge oportuníssimo Miccoli a desviar para o fundo da baliza! A boa combinação do lance rosanero não desculpa os erros crassos de marcação cometidos pela defensiva juventina.
Aos 29' Miccoli sai lesionado, provavelmente por algum estiramento muscular sofrido no lance do golo e 5' depois é a vez de Mellberg sair também com problemas numa virilha entrando Salihamidzic para lateral direito, derivando Grygera para defesa central, quanto tinha Chiellini no banco... Se a opção era fazer entrar o bósnio para dar mais acutilância ao flanco direito até se compreende, infelizmente não foi conseguida... O pior mesmo foi colocar Grygera a central, ele que sente grandes dificuldades nessa posição, se Chiellini não estava em condições físicas não deveria ter sido convocado, se estava só tinha era que ter entrado não acha mister Ranieri?
Aos 39' Migliaccio derruba Amauri à entrada da área do Palermo e na cobrança Del Piero engana Amelia ao rematar para o seu lado estabelecendo a igualdade! Golo praticamente vindo do céu tal era o cinzentismo da reacção, se é que assim se pode chamar, após o golo sofrido.
Pensou-se que o golo daria outro alento à equipa da Juve, mas Sissoko tratou de refrear os ânimos aos companheiros ao ser duplamente amarelado, aos 36' e 41', por duas entradas duras completamente desnecessárias, já que foram ambas cometidas a meio campo! Sissoko deveria ser bastante penalizado pela società por esta estúpida expulsão porque prejudicou e muito a equipa...
Após o intervalo a Juve surgiu numa espécie de 4*1*3*1 com Poulsen a fechar à frente da defesa, Marchisio um pouco mais à frente e Giovinco e Del Piero a cairem um pouco sobre as faixas de modo a tentarem impedir as subidas dos laterais Cassani e Balzaretti e de darem um pouco de profundidade às envolventes ofensivas. E a verdade é que foi no início do segundo tempo que a Juve teve o seu melhor período ao demonstrar alguma garra e querer, tendo inclusivamente desfrutado de algumas oportunidades tais como por intermédio de Marchisio aos 54' num remate rasteiro a rasar o poste e Del Piero aos 57' num livre directo a passar perto do ângulo superior direito da baliza de Amelia.
O inócuo Poulsen é substituido por Camoranesi aos 66' recuando Marchisio para trinco, o objectivo seria que o italo-argentino pegasse no jogo na intermediária, mas esteve também bastante apagado...
Com o avançar do relógio os espaços concedidos a Simplicio eram cada vez maiores e este por várias vezes tentou libertar o duo atacante Cavani-Mchealidze, embora tenham sido constantemente apanhados em offside, uma das quais decisão errada do auxiliar quando o uruguaio se escapava sozinho para a baliza de Buffon.
Pouco depois, aos 80' o lance mais polémico do encontro, quando Del Piero, bem lançado por Giovinco, se estatela na área após contacto com Migliaccio. Já vi e revi várias vezes o lance e sinceramente não tenho certeza se tal é passível de grande penalidade ou não... Na sequência do lance Giovinco é substituído por Nedved, o Palermo repõe a bola em jogo, Simplicio tem excelente passe vertical a solicitar a corrida de Mchealidze por entre os centrais bianconeri, Salihamidzic chega atrasado à dobra e o georgiano, na cara de Buffon, dá-lhe forte de bico para o golo do triunfo do Palermo!
Até final a Juventus tentou com muito coração o golo do empate, sempre com o combativo Del Piero em plano de destaque, primeiro num pontapé de bicicleta para defesa de Amelia e depois num livre directo a passar por cima da trave.
Sobre o apito final os papéis inverteram-se no Palermo, com Cavani a assistir Simplicio e este completamente sozinho na pequena área, com tudo para aumentar a contagem, a remater por cima da baliza de Buffon, falhanço tremendo do brasileiro!
Logo a seguir o jogo terminava com uma monumental assobiadela por parte dos adeptos bianconeri, cada vez mais descontentes com o trabalho de Ranieri. Pode ser que a pausa para os jogos das selecções faça bem à equipa, mas a situação está muito negra para a Juventus, não tanto pela classificação, nada está perdido com 4 pontos de desvantagem para os líderes, mas pelas fracas exibições e (in)capacidades demonstradas nas últimas partidas...

domingo, 5 de outubro de 2008

Juventus 1 - 2 Palermo

Série A, 6ª jornada
Estádio Olímpico em Turim
Árbitro: Tagliavento
Assistência: 23 mil espectadores

Golos: Del Piero 39'; Miccoli 23' e Mchedlidze 81'

Juventus (4*3*1*2): Buffon; Grygera, Mellberg (33' Salihamidzic), Knezevic e De Ceglie;Marchisio, Sissoko e Poulsen (65' Camoranesi); Giovinco (80' Nedved); Amauri e Del Piero.
Treinador: Ranieri
Amarelos: Grygera e Amauri
Duplo Amarelo: Sissoko 41'

Palermo (4*3*1*2): Amelia; Cassani, Bovo, Carrozzieri e Balzaretti; Nocerino (80' Tedesco), Liverani e Bresciano (60' Mchedlidze); Simplicio; Cavani e Miccoli (26' Migliaccio).
Treinador: Ballardini
Amarelos: Bovo e Liverani

sábado, 4 de outubro de 2008

'Match Preview': Palermo

O regresso de Buffon e a confirmação da condição física de Chiellini são as notas positivas na convocatória de Ranieri tendo em vista a importante partida de amanhã frente ao Palermo. Negativa a ausência de Iaquinta, não recuperado da lesão sofrida na coxa esquerda no desafio frente ao BATE.
Destaco fortemente o retorno de Buffon à competição, não é que Manninger tenha estado mal, longe disso, mas ter o número 1 mundial na baliza dá outra confiança à equipa.

Convocados (20): Buffon, Manninger, Grygera, Chiellini, Mellberg, Knezevic, Molinaro, De Ceglie, Salihamidzic, Camoranesi, Marchionni, Poulsen, Marchisio, Sissoko, Tiago, Nedved, Giovinco, Ekdal, Amauri e Del Piero.

Lesionados (6): Iaquinta, Zanetti, Legrottaglie, Zebina, Trezeguet e Jorge Andrade.

HISTÓRICO:
20 partidas na Série A disputadas em Turim entre Juve e Palermo com esmagadora vantagem para os bianconeri. Este é um jogo especial para Amauri já que representou com sucesso a squadra rosanera nas últimas duas temporadas. No sentido inverso Miccoli, Cassani, Nocerino, Balzaretti e Lanzafame já defenderam as cores da vecchia signora.

Jogos: 20
Vitórias Juve: 16
Empates: 3
Vitórias Palermo: 1
Golos: 62-24

Recordistas Juve
Presenças: Giampiero Boniperti, John Hansen e Ermes Muccinelli 6
Golos: Felice Borel II 5

Último jogo:
25/11/2007 5-0 [Trezeguet, Iaquinta, Del Piero (2) e Marchionni]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Legrottaglie renova até 2011

Nicola Legrottaglie prolongou o seu contrato com a Juventus por mais uma época, sendo este agora válido até 2011, altura em que o defesa central terá quase 35 anos de idade.
Legrottaglie chegou a Turim no Verão de 2003 após duas excelentes temporadas no Chievo, que o levaram até à nazionale azzurra. Por problemas físicos e de adaptação não se impos na Juve e em Janeiro de 2005 é cedido por empréstimo ao Bolonha e na época seguinte ao Siena. No Verão de 2006 regressa à Juventus para disputar a Série B, mas várias lesões impedem-no de jogar com regularidade e consistência. Somente na temporada passada se impõe como titular indiscutível, tendo já este ano regressado pela mão de Lippi à selecção italiana.
Legrottaglie declarou "sentir uma alegria imensa por poder continuar a envergar esta camisola".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Legrottaglie out!

Na ressaca de mais um desaire Ranieri concedeu um dia de folga aos jogadores que estiveram na Bielorrússia.
Apenas Legrottaglie se deslocou durante a tarde a Vinovo para realizar um exame de modo a avaliar os danos causados pela lesão muscular sofrida ou agravada nos minutos iniciais da partida de Minsk.
A ecografia ditou um estiramento de primeiro grau do músculo biceps femoral da coxa direita. Esta lesão irá impedir o defesa central de estar disponível para a competição durante os próximos 20-25 dias.
Não percebo a sua utilização na partida frente ao BATE já que tinha ficado de fora do jogo frente à Sampdoria por precaução devido a dores musculares. Obviamente, o risco de lesão manteve-se já que o jogador saiu de forma prematura da partida, bastante queixoso e numa altura em que a defesa estava completamente perdida em campo muito por culpa das suas limitações físicas de há vários minutos, tendo inclusivamente sofrido um golo bastante facilitado por essa situação...
Além dos resultados e do comando técnico até o departamento médico vai mal na vecchia signora...

Degradante...

A crise de resultados e exibições continua no seio da equipa da Juventus! Desta vez na deslocação à Bielo-Rússia para defrontar o modesto campeão local, que até jogou em casa emprestada, os bianconeri não conseguiram melhor que um empate a duas bolas, devido em grande medida a uma meia hora inicial simplesmente desastrosa...
Ranieri voltou a surpreender na escolha da equipa ao colocar Camoranesi como regista ao lado de Sissoko, aposta totalmente falhada porventura da fraca actuação do italo-argentino. Giovinco regressou à titularidade na direita do meio campo. Na frente Iaquinta fez dupla com Del Piero, sentando-se Amauri no banco de suplentes. Legrottaglie e De Ceglie regressaram também à titularidade na defesa.
O BATE, motivadíssimo por se estrear na máxima competição europeia no seu país entrou em campo de uma maneira fulgurante, impondo um ritmo altíssimo perante uma Juve amorfa e sem chama, incapaz de reagir ao domínio de jogo bielorusso. Para complicar ainda mais a situação Legrottaglie, que muito provavelmente deve-se ter ressentido da lesão que o afastara do jogo de Génova, mostrava-se muito limitado e pouco depois dos 10' já pedia a substituição. Ranieri esperou alguns minutos para ver se o central recuperava e a emenda foi pior que o soneto já que aos 17' num lance de contra ataque perante uma defesa juventina completamente perdida em campo, Kryvets surge isolado beneficiando das limitações de Legrottaglie e da passividade de Chiellini que o colocou em jogo, e sem grandes dificuldades torneou Manninger e atirou para as redes desertas levando ao delírio o público presente no estádio em Minsk!
Foi preciso sofrer o golo para Ranieri se decidir pela substituição fazendo estrear Knezevic com a camisola bianconera. Apesar da desvantagem no marcador a Juve não fazia nada para reagir e foi sem surpresa que o BATE voltou a marcar aos 23' na sequência de uma jogada na esquerda do ataque bielorusso, cruzamento largo para o segundo poste onde aparece Stasevich a cabecear à vontade para o 2-0 beneficiando de uma falha clamorosa de marcação e de tempo de salto de Nedved! Se a surpresa já era grande com a vantagem mínima tornou-se enorme com o ampliar do marcador!
Ao caminhar para a meia hora a energia e a capacidade física do BATE diminuiram um pouco aproveitando a Juve para pegar na bola e começar a acercar-se da baliza adversária.
Aos 28' Del Piero cobra um livre sobre a meia esquerda bem ao seu jeito com a bola a sair com velocidade e colocação, mas o guardião conseguiu desviá-la por cima da trave. Canto para il capitano, a defesa alivia para fora da área, sobre a meia direita Giovinco pega na bola e com uma notável visão de jogo, cruza milimetricamente ao segundo poste para Iaquinta cabecear colocado reduzindo a desvantagem!
O golo animou as hostes juventinas, tendo chegado ao empate no último minuto de descontos do primeiro tempo novamente num lance com os mesmos protagonistas, jogada de contra ataque conduzida por Giovinco e passe fantástico a rasgar a defesa bielorussa isolando Iaquinta sobre a meia esquerda, rematando forte de sinistro sem hipóteses para Veremko! Excelente a dupla Giovinco-Iaquinta a conseguir anular a desvantagem!
No segundo tempo surgiu Marchisio no lugar do apagado Camoranesi e o meio campo bianconero tornou-se mais sólido embora Sissoko tenha estado longe de outras exibições.
A segunda parte foi mais repartida tendo ocorrido chances de golo para ambos os lados. Destaque para duas boas chances para o BATE desperdiçadas por Volodko e para Del Piero, muito combativo tentou várias vezes o remate, esteve muito próximo do golo três vezes, primeiro num desvio de pé esquerdo à saída do guardião para fora, depois num remate de longe rente ao poste e finalmente num remate potente para defesa segura de Veremko. Muito lutador e bastante infeliz na concretização Alex... Iaquinta esteve bem marcado no segundo tempo e pouco se viu durante esse período.
Nota final para Ranieri, pela terceira vez consecutiva com um resultado negativo não altera a estrutura táctica mantendo-se teimosamente fiel ao 4*4*2 retirando Iaquinta e lançando Amauri para os últimos 10'...
Na outra partida o Real Madrid venceu algo fortuitamente o Zenit em São Petersburgo e assumiu a liderança do grupo. A Juve já sabia de antemão o resultado dos seus adversários no grupo e mesmo assim não aproveitou a ajuda madrilena, alcançando apenas um sofrido empate... Apesar do mau resultado, se a Juve vencer no próximo jogo em Turim o campeão espanhol e partindo de antemão que vence o BATE na partida no Olímpico na última rodada, estará praticamente qualificada para os 1/8 de final...