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sábado, 20 de outubro de 2012

Juventus 2 - 0 Napoli

Cáceres desbloqueou nulo no marcador
Série A 2012/13
8ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Damato
Assistência: 40 mil espectadores

Golos: 80' Cáceres e 82' Pogba

Juventus (3-5-2): Storari; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Vidal (75' Pogba), Pirlo, Marchisio e Asamoah (77' Cáceres); Giovinco e Quagliarella (60' Matri).
Treinador: Alessio.
Não utilizados: Rubinho, Branescu, Lúcio, Marrone, Isla, Giaccherini, Padoin e Bendtner.
Disciplina: cartão amarelo a Vidal, Chiellini e Barzagli.

Napoli (3-4-1-2): De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro e Gamberini (85' Insigne); Maggio, Behrami (88' Dzemaili), Inler e Zuniga; Hamsik; Pandev e Cavani.
Treinador: Mazzarri.
Não utilizados: Rosati, Colombo, Grava, Fernandez, Aronica, Uvini, Donadel, Mesto, Dossena e Vargas.
Disciplina: cartão amarelo a Cavani, Campagnaro e Inler.

sábado, 11 de agosto de 2012

Reviravolta à chuva

Buffon ergue o primeiro troféu da temporada
A Juventus conquistou a 5ª Supertaça de Itália da sua história ao vencer o Napoli por quatro bolas a duas após prolongamento. Perante uma chuvada que se abateu sobre a capital chinesa, bianconeri e partenopei disputaram uma partida intensa, de enorme disponibilidade física, golos bonitos, erros defensivos crassos, polémicas, expulsões e enorme falta de fair-play napolitana.

Carrera no banco. Lúcio, Asamoah e Giovinco em campo. As novidades da Juve relativamente à temporada passada, visto que o esquema táctico voltou a assentar no 3-5-2, táctica semelhante à do Napoli que apresentou apenas um reforço no onze inicial: o suíço Behrami.

O cariz do jogo foi praticamente o mesmo durante duas horas. Domínio territorial e posse de bola para a Juventus. Tentativa rápida de contra-ataque para o Napoli. Buffon e De Sanctis mostravam-se bastante seguros na defesa das suas balizas até que Bonucci - elemento mais recuado da defensiva juventina - resolveu subir para a frente da linha de meio-campo, deixando Cavani isolar-se completamente à vontade. Buffon ainda conseguiu suster a primeira tentativa de golo do uruguaio, mas nada conseguiu fazer perante a recarga. Pouco depois, novamente Bonucci em destaque pela negativa. Displicente ao tentar aliviar uma bola contra Pandev, permitiu que o macedónio se escapasse e executasse um chapéu de belo efeito sobre Buffon. Pelo meio, Asamoah acertou um tiro de primeira, correspondendo de forma exímia ao cruzamento de Vidal, mantendo a Juventus na discussão do jogo.

Vucinic surgiu no recomeço em vez do inoperante Matri e o futebol desenvolvido pelos bianconeri melhorou de forma significativa. De Sanctis teve que se aplicar com afinco em três ocasiões e a linha defensiva partenopea recorria de forma sistemática a entradas mais duras para suster as investidas da Juve coleccionando amarelos. O contra-ataque deixou também de sair com perigo e, sem surpresa, a vecchia signora chegou à igualdade na transformação exímia de uma grande penalidade por Vidal a punir derrube de Fernandez a Vucinic. O Napoli sentou o toque e cavou a própria sentença com Pandev a insultar o fiscal-de-linha e a ser expulso. Zuniga, já com uma admoestação, não refreou os ímpetos, vendo duplo amarelo por nova entrada ríspida. Mazzarri também viu o vermelho devido a protestos.

Reduzido a 9 jogadores no prolongamento, pouco mais restava ao Napoli do que defender-se e tentar levar a decisão para as grandes penalidades. Objectivo não alcançado visto que a supremacia bianconera era por demais evidente. Maggio ajudou ao desviar de cabeça para a própria baliza um pontapé livre para, pouco depois, Vucinic sentenciar definitivamente a partida, concluindo facilmente uma assistência de Marchisio.

Não obstante os erros defensivos, vitória justíssima da Juventus que soube reagir às adversidades, evidenciado um enorme espírito colectivo e de união entre os jogadores. Deplorável a atitude do Napoli que abandonou o terreno de jogo logo após o apito final, não recebendo inclusivamente as medalhas pela participação na competição. O árbitro Mazzoleni esteve em bom plano, limitando-se a cumprir as regras perante a excessiva agressividade exibida pelos jogadores partenopei no segundo tempo.

Os highlights:

Juventus 4 - 2 Napoli (a.p.)

Muita luta no Ninho de Pássaro
Supertaça de Itália 2012
Estádio Nacional em Pequim
Árbitro: Mazzoleni
Assistência: 75 mil espectadores

Golos: 37' Asamoah, 73' Vidal (g.p.), 97' Maggio (p.b.) e 101' Vucinic; 27' Cavani e 41' Pandev

Juventus (3-5-2): Buffon; Lúcio, Bonucci e Barzagli; Lichtsteiner (89' Padoin), Vidal, Pirlo, Marchisio e Asamoah; Giovinco (117' Giaccherini) e Matri (46' Vucinic).
Treinador: Carrera.
Não utilizados: Storari, De Ceglie, Marrone e Quagliarella.
Disciplina: cartão amarelo a Lichtsteiner, Giovinco e Bonucci.

Napoli (3-5-1-1): De Sanctis: Campagnaro, Cannavaro (62' Fernandez) e Britos; Maggio, Behrami, Inler (106' Dossena), Hamsik (68' Gargano) e Zuniga; Pandev; Cavani.
Treinador: Mazzarri.
Não utilizados: Rosati, Aronica, Vargas e Insigne.
Disciplina: cartão amarelo a Britos, Cannavaro, Behrami, Cavani e Zuniga. Cartão vermelho a Pandev aos 85'. Cartão vermelho por acumulação de amarelos a Zuniga aos 90'+3.

domingo, 20 de maio de 2012

Desilusão

Del Piero não conseguiu marcar na despedida
1 ano e 43 jogos depois a Juve volta a sentir o amargo sabor da derrota. Falta de sorte e alguma inépcia  nos momentos capitais da partida explicam o sucedido. A perda de uma final é sempre dolorosa, ainda para mais quando estava em causa a dobradinha e o décimo triunfo na competição, mas não retiram brilho a uma temporada quase perfeita e que permanecerá inesquecível na memória dos bianconeri. Foi também o último jogo de Del Piero com a maglia juventina. Não terá sido certamente o adeus mais desejado por il capitano.  

Depois de consumada a derrota é fácil criticar o treinador pelas eventuais opções menos acertadas. Não vamos por aí. Storari e Del Piero foram titulares em todos os jogos da competição e Conte foi coerente, mantendo a aposta. Discutível é certo, em especial no caso do guardião que tem a sua quota-parte de responsabilidade no lance da grande penalidade. Ainda mais discutível se revelou a opção por Borriello em detrimento de Vucinic. A ideia era ter uma referência entre os centrais contrários, mas foi notória a falta da imprevisibilidade do montenegrino.


3-5-2. Esquemas tácticos iguais o que originou várias interessantes parelhas, nomeadamente na luta a meio-campo com destaque para Vidal vs Inler e Pirlo vs Hamsik. O centrocampista suíço, não só neutralizou a maior parte das investidas do guerreiro chileno, como se revelou exímio a impelir os partenopei para o ataque. A colocação posicional do médio eslovaco foi estratégica para o desenrolar da partida, já que assumiu uma marcação cerrada ao maestro bianconero, impedindo-o de organizar como tão bem gosta e sabe. 

Perante este cenário assistiu-se a uma verdadeira batalha táctica e física na primeira metade, com o Napoli a entrar melhor na partida e a Juve a sair por cima na parte final. Zuniga teve o golo na cabeça logo a abrir o desafio, mas permitiu a Storari uma defesa de recurso. Lavezzi, a actuar entre linhas, dispôs de algum espaço para as suas vertiginosas deambulações, ficando a poucos centímetros do golo aos 11' num disparo cruzado.

A vecchia signora equilibrou a partida após o primeiro quarto-de-hora e com o avançar do relógio mostrou-se perigosa em várias ocasiões: 18' remate em arco de Marchisio para vistosa parada de De Sanctis, 38' lance individual de Borriello com remate fortíssimo a sair rente ao poste da baliza e em cima do intervalo livre de Del Piero para defesa atenta do antigo guardião bianconero

Merece no entanto destaque um lance de Marchisio, pouco antes dos 45', em que é derrubado no momento da tentativa de remate por Aronica. Penalty escandaloso que ficou por assinalar! É tremendamente redutor classificar um insucesso com um erro de arbitragem mas tal situação merece e deve ser devidamente assinalada. Caso Brighi tivesse sancionado a infracção a decisão do vencedor do jogo poderia muito bem ter sido outra...

O cariz do desafio não se alterou na etapa complementar, aliás, até aumentou o truncamento do jogo a meio-campo. Muitas faltas e vigoroso confronto físico. Nada de grande registo a assinalar até aos 62', momento do lance capital da partida. Lavezzi consegue distanciar-se da marcação de Bonucci e Barzagli na sequência de um lançamento de linha lateral (!) e é derrubado pelo precipitado Storari, que entrou a direito sobre o dianteiro argentino em vez de fazer apenas a contenção. Cavani não desperdiçou tamanho ensejo e converteu com categoria a grande penalidade.

Menos de meia-hora para jogar e a Juve a ter obrigatoriamente que correr atrás do prejuízo. Conte não demorou a trocar Del Piero e Lichtsteiner por Vucinic e Pepe, para pouco depois esgotar as substituições fazendo entrar Quagliarella e retirando Borriello. A equipa finalmente acordou e mostrou um pouco do futebol entusiasmante que exibiu durante muitos momentos da temporada. O Napoli foi obrigado a recuar e a Juve esteve perto da igualdade num excelente pontapé de Bonucci desviado superiormente por De Sanctis. Canto do cisne por intermédio de Pepe, grande jogada individual, disparo de sinistro, para defesa quase miraculosa do guardião partenopeo.

Balanceados no ataque, os bianconeri colocaram-se a jeito das rápidas transições do Napoli e foi assim que surgiu o lance que confirmou o vencedor do troféu. Condução de bola de Pandev, passe mortífero para Hamsik desviar fora do alcance de Storari. 0-2. O Napoli colocava fim a um jejum de 22 anos e a Juve sofria a primeira derrota da temporada. Até final ainda houve tempo para Quagliarella responder a uma provocação de Aronica. Cartão vermelho a punir uma inqualificável cotovelada. 

Os highlights:

Juventus 0 - 2 Napoli

sábado, 19 de maio de 2012

Final da Taça de Itália - 'Preview'


No início da temporada Conte foi taxativo: "A Taça de Itália é a nossa Champions". Chegados à decisão final da competição a Juventus pode conquistar a terceira dobradinha da sua história, o que significaria o décimo troféu na prova, garantindo-lhe de imediato o direito a envergar a estrela de prata no emblema da camisola. 

Chiellini e De Ceglie são os grandes ausentes devido a problemas musculares, enquanto que Krasic, Elia e Grosso ficaram fora dos vinte convocados de Conte. É difícil prever qual o esquema táctico a utilizar pelo treinador bianconero. Independentemente da decisão (3-5-2 ou 4-4-3) não parece complicado arriscar que Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci, Cáceres, Pirlo, Vidal, Marchisio, Vucinic e Del Piero estarão entre os titulares, com as dúvidas a recaírem na baliza (Storari - jogou todas as partidas na competição - ou Buffon) e numa das alas (Pepe, Estigarribia ou Giaccherini).

domingo, 1 de abril de 2012

Retumbante

Os highlights:

Juventus 3 - 0 Napoli

Na luta pelo 'scudetto'
Série A 2011/12
30ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Orsato
Assistência: 40 mil espectadores

Golos: 53' Bonucci, 75' Vidal e 83' Quagliarella

Juventus (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner (66' Cáceres), Vidal, Pirlo, Marchisio e De Ceglie; Borriello (70' Quagliarella) e Vucinic (81' Del Piero).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Pepe, Giaccherini e Matri.
Disciplina: cartão amarelo a Lichtsteiner, Vidal, De Ceglie e Marchisio.

Napoli (3-4-1-2): De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro a Aronica; Maggio (70' Dossena), Gargano, Inler (61' Pandev) e Zuniga; Hamsik (71' Dzemaili); Cavani e Lavezzi.
Treinador: Mazzarri.
Não utilizados: Rosati, Fernandez, Britos e Vargas.
Disciplina: cartão amarelo a Gargano e Cannavaro. Cartão vermelho a Zuniga aos 86'.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Invencível

Os highlights:

Napoli 3 - 3 Juventus

Pepe novamente decisivo
Série A 2011/12
11ª jornada
Estádio San Paolo em Napoli
Árbitro: Tagliavento
Assistência: 55 mil espectadores

Golos: 22' Hamsik, 40' e 68' Pandev; 48' Matri, 72' Estigarribia e 79' Pepe

Napoli (3*4*2*1): De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro e Aronica (76' Fernandez); Maggio, Inler, Gargano e Zuniga (87' Dossena); Hamsik e Lavezzi; Pandev (71' Santana).
Treinador: Mazzarri.
Não utilizados: Rosati, Fideleff, Dzemaili e Mascara.
Disciplina: cartão amarelo a Hamsik, Maggio e Pandev.

Juventus (4*3*3): Buffon; Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci e Chiellini; Vidal, Pirlo e Pepe (85' Pazienza); Vucinic (90'+1 Del Piero), Matri (89' Quagliarella) e Estigarribia.
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, De Ceglie, Krasic e Giaccherini.
Disciplina: cartão amarelo a Bonucci, Lichtsteiner, Matri e Vidal.

Prova de fogo

Marchisio é baixa de vulto para o San Paolo
Após vitórias categóricas perante Milan, Inter e Lazio eis o derradeiro teste de afirmação das reais capacidades e objectivos da Juventus: a deslocação ao San Paolo para defrontar o Napoli, terceiro classificado na temporada passada, em momento de forma exuberante na Champions e a precisar de um triunfo para encurtar distâncias para os bianconeri

A única dor de cabeça para Conte prende-se com a ausência de Marchisio, suspenso com um jogo de castigo após série de quatro cartões amarelos. A opção mais óbvia para substituir Il Principino passa por Pazienza, que se estrearia assim como titular pela Juventus, ainda para mais no terreno da sua antiga equipa. Com o sistema táctico perfeitamente entrosado e consolidado não é de prever qualquer surpresa nesse aspecto. A equipa funciona como colectivo e cada um dos jogadores que tem alinhado como titular nos últimos encontros sabe exactamente o que fazer dentro de campo. Assim, será mais fácil a entrada de Pazienza no onze. Longe da versatilidade de Marchisio, poderá ser peça fundamental de contenção a meio-campo, especialmente atento às deambulações de Hamsik, o jogador mais influente na manobra ofensiva da formação partenopea, sem minimizar naturalmente, a poderosa dupla atacante formada por Cavani e Lavezzi.

Em perspectiva um grande jogo de futebol entre dois potenciais candidatos ao scudetto. Ao Napoli só a vitória interessa, o que colocará eventualmente mais pressão para o seu lado. Um triunfo catapultaria a Juve para a liderança isolada, conferindo-lhe estatuto de efectivo candidato ao título e de anti-Milan, já que os partenopei quedar-se-iam a 12 pontos, praticamente irrecuperáveis. 

domingo, 22 de maio de 2011

Juventus 2 - 2 Nápoles

Buffon evitou derrota
Série A 2010/11 - 38ª jornada
Estádio Olímpico em Turim
Árbitro: Rizzoli
Assistência: 23 mil espectadores

Juventus (4*4*2): Buffon; Salihamidzic, Bonucci, Barzagli e Chiellini; Krasic (75' De Ceglie), Marchisio, Aquilani e Pepe (46' Boniperti); Del Piero e Toni (71' Matri).
Treinador: Del Neri.
Disciplina: cartão amarelo a Chiellini, Marchisio e Barzagli.

Nápoles (3*4*2*1): De Sanctis; Santacroce, Cribari e Ruiz; Maggio, Gargano, Sosa (53' Lavezzi) e Zuniga; Maiello (67' Hamsik) e Mascara; Lucarelli (87' Aronica).
Treinador: Mazzarri.
Disciplina: cartão amarelo a Ruiz, Mascara e Gargano.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O desastre continua

Descalabro defensivo e inoperância ofensiva. Tudo sob a égide de Cavani, a besta negra dos bianconeri, autor de um espectacular hat-trick, que colocou a nu as inúmeras fragilidades do sector defensivo da Juventus. Não obstante o golo injustamente invalidado a Luca Toni (seria o 1-1), a actuação ofensiva da vecchia signora roçou o sofrível, completamente manietada pela superior organização táctica e ocupação de espaços da formação partenopea. Em suma, uma noite terrível no San Paolo, que reaviva velhos fantasmas, colocando até em questão a confiança dos tifosi no projecto Agnelli-Marotta-Del Neri.
Mazzarri apresentou o esquema tradicional do Nápoles: 3 centrais, 2 laterais ofensivos, 2 médios defensivos, Hamsik e Lavezzi livres no apoio a Cavani. Del Neri tinha obrigação de conhecer este esquema táctico e de tentar encontrar soluções para o contrariar. Juntar Amauri a Toni na frente de ataque, num claro apelo ao futebol directo, esteve longe de ser a melhor opção. E o que dizer das chamadas ao onze de Grygera e Traoré? Os laterais bianconeri viram-se completamente à nora perante as movimentações ofensivas da squadra partenopea, embora tenha que se ressalvar que Bonucci e Chiellini não estiveram melhor na marcação a Cavani, em especial nos lances dos golos, onde o striker uruguaio ludibriou por completo os centrais juventini.

Impossível não referir o golo anulado a Toni. Existem equipas de arbitragem que teimam em punir qualquer tentativa de discussão de bola aérea com o guarda-redes em plena pequena área. O lance é perfeitamente legal com o gigante avançado a chegar mais alto que o antigo guardião juventino e a cabecear com sucesso para o fundo das redes. Não há qualquer falta, incompreensível a decisão do árbitro. Teria sido o empate a uma bola. Exceptuando um lance individual de Amauri, num bom disparo de esquerda, para defesa apertada de De Sanctis e foi o único lance de perigo da Juventus em todo o encontro. Pouco, muito pouco para quem ambicionava dar a volta por cima depois do rotundo desastre caseiro perante o Parma.
A derrota só não atingiu proporções mais humilhantes porque o Nápoles optou por gerir o encontro durante a segunda metade, lançando esporádicos contra-ataques e porque Del Neri retirou Pepe, lançando Motta, com o nítido objectivo de conferir maior músculo ao sector defensivo. Krasic foi o mais inconformado, duas ou três boas arrancadas pela direita, mas inconsequentes. Marchisio e Aquilani demasiado amarrados aos espartilhos tácticos impostos pelo meio-campo contrário, nunca conseguiram organizar jogo efectivamente, muito menos empurrar a equipa para a frente.

O vídeo com os melhores momentos da partida:

Nápoles 3 - 0 Juventus

Série A 2010/11 - 19ª jornada
Estádio San Paolo em Nápoles
Árbitro: Morganti
Assistência: 72 mil espectadores

Golos: 20', 26' e 54' Cavani

Nápoles (3*4*2*1): De Sanctis; Grava, Cannavaro e Campagnaro; Maggio, Gargano, Pazienza e Dossena (68' Aronica); Hamsik (78' Yebda) e Lavezzi; Cavani (84' Sosa).
Treinador: Mazzarri.
Disciplina: cartão amarelo a Dossena, Hamsik e Maggio.

Juventus (4*4*2): Storari; Motta, Bonucci, Chiellini e Traoré (46' Grosso); Krasic, Marchisio, Aquilani e Pepe (66' Motta); Amauri (52' Del Piero) e Toni.
Treinador: Del Neri.
Disciplina: cartão amarelo a Traoré e Pepe.

sábado, 8 de janeiro de 2011

'Match Preview': Nápoles

E agora, Juventus? Qual será a resposta após o desafio mais negro da temporada? Terão os bianconeri atitude e qualidade suficientes para darem a volta por cima a um momento crucial na stagione?
Sem Quagliarella, nem Felipe Melo (castigado por 3 jogos), mas com Luca Toni que, para além de estrear na convocatória de Del Neri, deverá ser titular ao lado de Del Piero. Em dúvida está Sissoko, foi convocado à condição, abrindo a vaga mais defensiva no meio-campo. Marchisio deverá regressar à posição de origem, entrando Pepe para a esquerda.
Bonucci está de regresso ao centro da defesa, enquanto Grygera deverá voltar à lateral-direita, substituindo Sorensen, infeliz na marcação a Giovinco.

Convocados (22): Manninger, Storari, Constantino, Motta, Grygera, Sorensen, Legrottaglie, Bonucci, Chiellini, Grosso, Traoré, Salihamidzic, Sissoko, Giandonato, Marchisio, Aquilani, Krasic, Pepe, Del Piero, Giannetti, Amauri e Toni.

Lesionados (5): Rinaudo, De Ceglie, Martínez, Quagliarella e Iaquinta.

Suspenso (1): Felipe Melo.

HISTÓRICO
Irá ser desfeito o equilíbrio entre partenopei e bianconeri? 20 vitórias para cada lado nos encontros disputados no San Paolo.

Jogos: 64
Vitórias Nápoles: 20
Empates: 24
Vitórias Juve: 20
Golos: 75-74

Recordistas Juve
Presenças: Gaetano Scirea 13 jogos
Marcadores: Giampiero Boniperti, Alessandro Del Piero e Omar Sivori 3 golos

Último jogo:
25/03/2010
11ª jornada da 2ª volta
3-1 (Hamsik, Quagliarella e Lavezzi; Chiellini)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quagliarella na Juventus

A Juventus assegurou a contratação por empréstimo de Fabio Quagliarella. Pela cedência temporária do avançado italiano de 27 anos, os bianconeri  pagaram ao Nápoles 4,5 milhões de euros, assegurando igualmente a opção de compra no final da temporada, devidamente fixada em 10,5 milhões de euros.
Formado nos escalões de base do Torino, estreou-se na primeira equipa granata e na Série A em Maio de 2000, com apenas 17 anos de idade. Com apenas 5 presenças em 3 temporadas, passa por empréstimo no Verão de 2002 para a Fiorentina, na altura a agonizar na Série C2 (4ª divisão do Calcio). Evidencia bons dotes com a maglia viola, mas revela-se demasiado frágil na finalização (apenas 1 golo em 12 jogos), o que origina novo empréstimo, desta vez ao Chieti (Série C1), onde permanece um ano e meio, actuando com continuidade e evoluindo o seu jogo.
Para a temporada 2004/05 regressa a Turim, onde se firma como titular e uma das principais figuras da formação granata, que consegue a tão almejada subida de divisão para o escalão principal. Contudo, o Torino abre falência no Verão de 2005 e Quagliarella fica desvinculado, assinando pela Udinese, que o empresta ao recém-promovido Ascoli, onde disputa a stagione 2005/06. A temporada seguinte marca a explosão de Quagliarella na elite do Calcio. Envergando a camisola da Sampdoria, em regime de co-propriedade, realiza óptimas partidas, quer como segundo avançado, quer como extremo, apontando o interessante número de 13 golos em 35 jogos. Em Março de 2007 estreia-se na nazionale defronte da Escócia.
No final da temporada, Samp e Udinese não chegam a acordo para a resolução da co-propriedade. É utilizado o método do envelope secreto. Os blucerchiati oferecem 6,5 milhões de euros contra 7,3 dos friulani, que garantem assim o regresso de Quaglia a Udine, onde permanecerá as duas épocas seguintes formando ataque de luxo com Di Natale. 2008/09 fica marcado pela boa carreira da Udinese na Taça UEFA, só parada pelo Werder Bremen nos quartos-de-final. Quagliarella é o terceiro melhor marcador da competição com 8 golos.
Em Junho de 2009 assina pelo Nápoles, que pagou 16 milhões de euros pela sua contratação mais a metade do passe de Domizzi. Apesar da positiva temporada individual (11 golos em 37 jogos) e colectiva (6º lugar na Série A) não convence completamente os responsáveis partenopei que acertam agora com a Juventus o empréstimo com opção de compra.
Marcou presença nas fases finais do Euro'2008 e do Mundial'2010, apontando um dos melhores golos em terras sul-africanas, diante da Eslováquia, insuficiente para evitar a precoce eliminação azzurra.
Actuando preferencialmente como segundo avançado, é extremamente versátil e acutilante, oferecendo garantia de qualidade como desequilibrador e finalizador. É com toda a certeza um bom reforço.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nápoles 3 - 1 Juventus

Série A, 30ª jornada
Estádio San Paolo em Nápoles
Árbitro: Rizzoli
Assistência: 60 mil espectadores

Golos: 50' Hamsik, 72' Quagliarella e 88' Lavezzi; 7' Chiellini

Nápoles (3*4*2*1): De Sanctis; Grava, Cannavaro e Campagnaro; Maggio, Gargano, Pazienza e Zuniga (90' Rinaudo); Hamsik (82' Cigarini) e Quagliarella; Lavezzi (90'+1 Denis).
Treinador: Mazzarri
Disciplina: cartão amarelo a Grava e Lavezzi.

Juventus (4*4*2): Manninger; Zebina, Cannavaro, Chiellini e Grosso; Camoranesi (62' Diego), Poulsen (9' Candreva), Felipe Melo e Marchisio; Del Piero (66' Grygera) e Amauri.
Treinador: Zaccheroni
Disciplina: cartão amarelo a Del Piero, Camoranesi e Zebina.

quarta-feira, 24 de março de 2010

'Match Preview': Nápoles

Nova deslocação a casa de um adversário directo na luta pelos lugares europeus e novas enormes dificuldades em perspectiva para a squadra bianconera.
Buffon está praticamente recuperado da lesão muscular na coxa direita que o deixou de fora da equipa durante um mês, mas ainda não foi convocado por precaução.
Del Piero recuperou da entorse sofrida no tornozelo direito durante o embate com a Samp e está nos eleitos de Zac, ao contrário de Iaquinta e Salihamidzic, que voltaram a parar. Também De Ceglie está de volta aos convocados, após ter falhado a deslocação a Génova.
Chimenti fracturou a mão direita, num gesto de raiva no balneário do Luigi Ferraris, muito provavelmente em consequência do frango concedido e deverá estar ausente das opções durante algum tempo.
De registar ainda a baixa de Sissoko, ausente em Paris, devido à morte de um familiar.

Convocados (21): Manninger, Pinsoglio, Piccolo, Zebina, Grygera, Cannavaro, Chiellini, Grosso, De Ceglie, Poulsen, Felipe Melo, Marrone, Marchisio, Candreva, Camoranesi, Diego, Giovinco, Del Piero, Amauri, Trezeguet e Paolucci.

Lesionados (5): Buffon, Chimenti, Cáceres, Salihamidzic e Iaquinta.

Suspenso (1): Legrottaglie.

HISTÓRICO
Rivalidade histórica entre partenopei e bianconeri, patenteada pelo enorme equilíbrio registado nos confrontos no San Paolo. Apesar da ligeira vantagem da formação visitante, a vecchia signora não vence em Nápoles desde Setembro de 2000, altura em que os tentos de Kovacevic e Del Piero consumaram a reviravolta no marcador.

Jogos: 63
Vitórias Nápoles: 19
Empates: 24
Vitórias Juve: 20
Golos: 72-73

Recordistas Juve
Presenças: Gaetano Scirea 13 jogos

Último jogo:
18/10/2008
7ª jornada

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Del Piero e Diego salvam Ferrara

A Juve regressou às vitórias, com um robusto 3-0 perante o Nápoles! Mas, atenção! Nada de ilusões porque o resultado foi bem melhor do que a exibição, embora tenham sido visíveis melhorias de vária ordem, nomeadamente nos equilíbrios defensivos e nas movimentações ofensivas, factos a que não serão alheias as entradas na equipa do acutilante Cáceres, do musculado De Ceglie e do virtuoso Del Piero.
Il capitano foi, juntamente com Diego, o grande destaque da vecchia signora ao apontar dois golos e a ter apontamentos de grande classe. Pode-se afirmar que a dupla de criativos salvou a pele a Rocky Ferrara, que via o seu futuro no banco bianconero em dúvida perante a insistente sombra de Hiddink.

Com um enorme leque de ausências, Ferrara armou a equipa como se exigia, regressando ao losango a meio-campo com Diego no apoio a Del Piero e Amauri. Felipe Melo actuou no vértice mais recuado, com Salihamidzic e De Ceglie descaídos sobre as faixas. Na defesa regressavam Cáceres e Legrottaglie.
Mazzarri optou por poupar algumas unidades nucleares, entre as quais Hamsik, Quagliarella e Maggio. Fez estrear Dossena, regressado do futebol inglês e lançou o austríaco Hoffer na frente, onde se notou a falta do lesionado Lavezzi.

Partida entretida, ritmo vivo, bem disputada, embora sem grandes primores técnicos, valendo pela entrega e atitude dos jogadores. O equilíbrio foi a nota dominante, com ambas as formações a alternarem no domínio territorial do encontro.
Primeira chance de perigo para os bianconeri, aos 9'. Na sequência de um pontapé de canto cobrado por Diego na esquerda, Amauri ganha nas alturas ao guardião Iezzo e é Cigarini a cortar sobre a linha de golo.
Chiellini insiste, disparando de destro, Iezzo defende para o lado com Del Piero a encostar para o fundo das redes, mas beneficiando de nítida posição de fora de jogo, lance bem anulado pelo árbitro assistente.
Resposta dos partenopei, pouco depois, também num pontapé de canto, com Denis a cabecear forte e a testar os reflexos de Manninger.
Aos 24', a Juve coloca-se em vantagem após jogada de contra-ataque. De Ceglie lança Salihalidzic na direita, este ganha a linha, cruza atrasado, Zuniga consegue o corte, mas não afasta a bola para longe, permitindo o disparo de Diego, de sinistro, com o esférico a sair enrolado e a surpreender por completo Iezzo!
Quase a seguir, aos 27', Del Piero ganha uma falta na direita e é pisado propositadamente por Contini! Lance muito feio do defesa napolitano a merecer o cartão vermelho...
Pinturicchio está bastante em jogo e aos 31' desperdiça uma chance de forma incrível, ao não conseguir desfeitear Iezzo, depois de um falhanço não menos clamoroso de Rinaudo.
O Nápoles termina o primeiro tempo em bom estilo, mas não consegue ultrapassar a autêntica muralha que é Chiellini!

Grygera surge para o segundo tempo no lugar de Grosso, a contas com queixas musculares.
A partida continua em bom ritmo, com ambas as equipas na busca do golo. Depois de várias ameaças de parte a parte é De Ceglie a desperdiçar a primeira verdadeira de chance de golo do segundo tempo, aos 62', após correr com a bola uma boa meia centena de metros e a rematar forte, mas já apertado por um defesa contrário, permitindo a defesa a Iezzo.
O jogo está agora na sua melhor fase e Diego quase consegue ampliar a vantagem, num bom remate rasteiro, fora do alcance de Iezzo, com a bola a bater caprichosamente na base do poste direito da baliza napolitana. O recém-entrado Hamsik não quis ficar atrás e envia uma autêntica bomba à trave da baliza de Manninger ao minuto 71! Pontapé monumental do talentoso médio eslovaco!
Mazzarri mostra intenção de arriscar e lança Quagliarella no lugar de Campagnaro aos 76'. A alteração produz efeito, mas ao contrário, já que Cáceres descobre terreno livre no seu flanco e cruza de forma primorosa para Del Piero concluir superiormente, de primeira! Excelente jogada dos bianconeri a decidirem praticamente a eliminatória.
Diego arranca em contra-ataque, ao minuto 81', sendo derrubado por Contini na grande área. Penalty e segundo amarelo para o defesa napolitano. Del Piero encarregou-se da cobrança e com grande mestria suplantou Iezzo estabelecendo o resultado final.
Zebina substituía o lesionado Cáceres e tempo ainda para a entrada em campo do jovem Immobile e da merecida ovação para Del Piero, de regresso aos golos e às boas exibições. O Nápoles fez por merecer o tento de honra, mas a conclusão de Gargano nos instantes finais diz tudo sobre falta de eficácia na finalização do conjunto de Mazzarri.
A Juve avança para os quartos-de-final onde encontrará o Inter, em partida a disputar no próximo dia 28 de Janeiro em Milão.

Eis o vídeo com os highlights do Juve vs Napoli:

Juventus 3 - 0 Nápoles

Taça de Itália, oitavos-de-final
Estádio Olímpico em Turim
Árbitro: Romeo
Assistência: 18 mil espectadores

Golos: 24' Diego, 77' Del Piero e 82' Del Piero (g.p.)

Juventus (4*3*1*2): Manninger; Cáceres (83' Zebina), Legrottaglie, Chiellini e Grosso (46' Grygera); Salihamidzic, Felipe Melo e De Ceglie; Diego; Del Piero (85' Immobile) e Amauri.
Treinador: Ferrara
Disciplina: cartão amarelo a De Ceglie e Salihamidzic.

Nápoles (3*4*3): Iezzo; Campagnaro (76' Quagliarella), Rinaudo e Contini; Zuniga, Gargano, Cigarini e Dossena (60' Hamsik); Hoffer (65' Maggio), Denis e Datolo.
Treinador: Mazzarri
Disciplina: cartão amarelo a Cigarini.
Cartão vermelho a Contini aos 82' por acumulação de amarelos.