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domingo, 20 de maio de 2012

Desilusão

Del Piero não conseguiu marcar na despedida
1 ano e 43 jogos depois a Juve volta a sentir o amargo sabor da derrota. Falta de sorte e alguma inépcia  nos momentos capitais da partida explicam o sucedido. A perda de uma final é sempre dolorosa, ainda para mais quando estava em causa a dobradinha e o décimo triunfo na competição, mas não retiram brilho a uma temporada quase perfeita e que permanecerá inesquecível na memória dos bianconeri. Foi também o último jogo de Del Piero com a maglia juventina. Não terá sido certamente o adeus mais desejado por il capitano.  

Depois de consumada a derrota é fácil criticar o treinador pelas eventuais opções menos acertadas. Não vamos por aí. Storari e Del Piero foram titulares em todos os jogos da competição e Conte foi coerente, mantendo a aposta. Discutível é certo, em especial no caso do guardião que tem a sua quota-parte de responsabilidade no lance da grande penalidade. Ainda mais discutível se revelou a opção por Borriello em detrimento de Vucinic. A ideia era ter uma referência entre os centrais contrários, mas foi notória a falta da imprevisibilidade do montenegrino.


3-5-2. Esquemas tácticos iguais o que originou várias interessantes parelhas, nomeadamente na luta a meio-campo com destaque para Vidal vs Inler e Pirlo vs Hamsik. O centrocampista suíço, não só neutralizou a maior parte das investidas do guerreiro chileno, como se revelou exímio a impelir os partenopei para o ataque. A colocação posicional do médio eslovaco foi estratégica para o desenrolar da partida, já que assumiu uma marcação cerrada ao maestro bianconero, impedindo-o de organizar como tão bem gosta e sabe. 

Perante este cenário assistiu-se a uma verdadeira batalha táctica e física na primeira metade, com o Napoli a entrar melhor na partida e a Juve a sair por cima na parte final. Zuniga teve o golo na cabeça logo a abrir o desafio, mas permitiu a Storari uma defesa de recurso. Lavezzi, a actuar entre linhas, dispôs de algum espaço para as suas vertiginosas deambulações, ficando a poucos centímetros do golo aos 11' num disparo cruzado.

A vecchia signora equilibrou a partida após o primeiro quarto-de-hora e com o avançar do relógio mostrou-se perigosa em várias ocasiões: 18' remate em arco de Marchisio para vistosa parada de De Sanctis, 38' lance individual de Borriello com remate fortíssimo a sair rente ao poste da baliza e em cima do intervalo livre de Del Piero para defesa atenta do antigo guardião bianconero

Merece no entanto destaque um lance de Marchisio, pouco antes dos 45', em que é derrubado no momento da tentativa de remate por Aronica. Penalty escandaloso que ficou por assinalar! É tremendamente redutor classificar um insucesso com um erro de arbitragem mas tal situação merece e deve ser devidamente assinalada. Caso Brighi tivesse sancionado a infracção a decisão do vencedor do jogo poderia muito bem ter sido outra...

O cariz do desafio não se alterou na etapa complementar, aliás, até aumentou o truncamento do jogo a meio-campo. Muitas faltas e vigoroso confronto físico. Nada de grande registo a assinalar até aos 62', momento do lance capital da partida. Lavezzi consegue distanciar-se da marcação de Bonucci e Barzagli na sequência de um lançamento de linha lateral (!) e é derrubado pelo precipitado Storari, que entrou a direito sobre o dianteiro argentino em vez de fazer apenas a contenção. Cavani não desperdiçou tamanho ensejo e converteu com categoria a grande penalidade.

Menos de meia-hora para jogar e a Juve a ter obrigatoriamente que correr atrás do prejuízo. Conte não demorou a trocar Del Piero e Lichtsteiner por Vucinic e Pepe, para pouco depois esgotar as substituições fazendo entrar Quagliarella e retirando Borriello. A equipa finalmente acordou e mostrou um pouco do futebol entusiasmante que exibiu durante muitos momentos da temporada. O Napoli foi obrigado a recuar e a Juve esteve perto da igualdade num excelente pontapé de Bonucci desviado superiormente por De Sanctis. Canto do cisne por intermédio de Pepe, grande jogada individual, disparo de sinistro, para defesa quase miraculosa do guardião partenopeo.

Balanceados no ataque, os bianconeri colocaram-se a jeito das rápidas transições do Napoli e foi assim que surgiu o lance que confirmou o vencedor do troféu. Condução de bola de Pandev, passe mortífero para Hamsik desviar fora do alcance de Storari. 0-2. O Napoli colocava fim a um jejum de 22 anos e a Juve sofria a primeira derrota da temporada. Até final ainda houve tempo para Quagliarella responder a uma provocação de Aronica. Cartão vermelho a punir uma inqualificável cotovelada. 

Os highlights:

Juventus 0 - 2 Napoli

sábado, 19 de maio de 2012

Final da Taça de Itália - 'Preview'


No início da temporada Conte foi taxativo: "A Taça de Itália é a nossa Champions". Chegados à decisão final da competição a Juventus pode conquistar a terceira dobradinha da sua história, o que significaria o décimo troféu na prova, garantindo-lhe de imediato o direito a envergar a estrela de prata no emblema da camisola. 

Chiellini e De Ceglie são os grandes ausentes devido a problemas musculares, enquanto que Krasic, Elia e Grosso ficaram fora dos vinte convocados de Conte. É difícil prever qual o esquema táctico a utilizar pelo treinador bianconero. Independentemente da decisão (3-5-2 ou 4-4-3) não parece complicado arriscar que Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci, Cáceres, Pirlo, Vidal, Marchisio, Vucinic e Del Piero estarão entre os titulares, com as dúvidas a recaírem na baliza (Storari - jogou todas as partidas na competição - ou Buffon) e numa das alas (Pepe, Estigarribia ou Giaccherini).

domingo, 13 de maio de 2012

Imbatível

A festa dos campeões
23 vitórias e 15 empates. A Juventus é campeã sem derrotas, feito inédito na história do clube. Em tarde de consagração e de festa, as atenções estavam centradas no capitano Del Piero, que fez questão de se despedir em beleza dos tifosi no seu estádio com um golo bem ao seu estilo. Ao invés, o ragazzo Marrone e Barzagli estrearam-se a marcar com a maglia bianconera, cabendo a Lichtsteiner o maior azar da partida ao apontar na própria baliza o tento solitário dos bergamaschi.

Os highlights:

Juventus 3 - 1 Atalanta

Oitavo scudetto para Del Piero
Série A 2011/12
38ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Gava
Assistência: 41 mil espectadores

Golos: 10' Marrone, 28' Del Piero e 90'+1 Barzagli (g.p.); 83' Lichtsteiner (p.b.)

Juventus (4-3-3): Storari; Lichtsteiner, Bonucci, Chiellini (89' Barzagli) e Estigarribia (66' Quagliarella); Padoin, Pirlo e Marrone; Giaccherini, Borriello e Del Piero (57' Pepe).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Buffon, Marchisio, Vucinic e Matri.
Disciplina: nada a assinalar.

Atalanta (4-4-1-1): Frezzolini; Bellini, Lucchini, Manfredini e Peluso; Schelotto (52' Minotti), Carmona, Cazzola (82' Cigarini) e Bonaventura; Moralez (52' Gabbiadini); Denis.
Treinador: Colantuono.
Não utilizados: Polito, Ferri, Raimondi e Tiribocchi.
Disciplina: nada a assinalar.

domingo, 6 de maio de 2012

Campeã

Invasão pacífica de campo logo após o apito final
Os highlights:

Cagliari 0 - 2 Juventus

Festa do título
Série A 2011/12
37ª jornada
Estádio Nereo Rocco em Trieste
Árbitro: Orsato

Golos: 6' Vucinic e 74' Canini (p.b.)

Cagliari (4-3-3): Agazzi; Pisano, Canini, Astori e Ariaudo; Ekdal, Conti e Nainggolan; Ibarbo (60' Larrivey), Pinilla e Thiago Ribeiro (48' Cossu).
Treinador: Ficcadenti.
Não utilizados: Avramov, Perico, Gozzi, Dessena e Nené.
Disciplina: cartão amarelo a Nainggolan, Pisano e Cossu.

Juventus (4-3-3): Buffon; Lichtsteiner (26' Cáceres), Barzagli, Bonucci e Chiellini; Vidal (53' Giaccherini), Pirlo e Marchisio; Pepe, Matri (71' Borriello) e Vucinic.
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Estigarribia, Del Piero e Quagliarella.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tiro(s) no pé

Insuficiente o 10º golo stagionale de Marchisio
Bastou um erro de Buffon para colocar em causa a conquista de um scudetto que estava praticamente no bolso. No entanto, é extremamente redutor e, de todo, injusto atirar todas as culpas para o portiere bianconero. A Juve esteve mais de meia-hora a jogar contra 10 elementos e mostrou-se incapaz de desferir a estocada final no adversário, colocando-se assim a jeito de sofrer o empate, improvável, pois o Lecce não criou uma situação de perigo em toda a partida, mas o futebol é mesmo assim, quem não marca sofre, inclusivamente nas situações mais inacreditáveis tal e qual como a que aconteceu nesta noite. 

Em vantagem cedo no marcador, a Juve dominou o jogo a seu belo prazer, desperdiçando várias ocasiões de golo, situação recorrente na temporada, ou seja, pela enésima vez a vecchia signora pode queixar-se de uma tremenda ineficácia concretizadora, situação a ser obrigatoriamente revista nas duas partidas que ainda faltam, absolutamente decisivas para a atribuição do título. Pior que o empate consentido são as eventuais sequelas psicológicas. Depois de oito vitórias consecutivas a Juventus falhou a prova dos nove e perdeu toda a margem de erro de que dispunha. Palavra final e votos de muita força para Gigi Buffon extensíveis à restante equipa. Nada está perdido, há que levantar a cabeça e dar a volta por cima como já aconteceu várias vezes nesta temporada. Basta vencer os dois  restantes jogos e somos campeões!

Os highlights:

Juventus 1 - 1 Lecce

No melhor pano cai a nódoa
Série A 2011/12
36ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Valeri
Assistência: 40 mil espectadores

Golos: 8' Marchisio; 85' Bertolacci

Juventus (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Vidal, Pirlo, Marchisio e De Ceglie (6' Cáceres); Vucinic (78' Del Piero) e Quagliarella (72' Matri).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Padoin, Giaccherini e Borriello.
Disciplina: cartão amarelo a Bonucci.

Lecce (3-5-2): Benassi; Carrozzieri, Miglionico e Tomovic; Cuadrado, Blasi, Obodo (71' Bertolacci), Delvecchio e Brivio; Di Michele (61' Giacomazzi) e Seferovic (51' Muriel).
Treinador: Cosmi.
Não utilizados: Petrachi, Di Matteo, Giandonato e Bojinov.
Disciplina: cartão amarelo a Obodo, Carrozzieri, Muriel e Delvecchio. Cartão vermelho a Cuadrado aos 54' por acumulação de amarelos.

domingo, 29 de abril de 2012

Fácil

Tarde tranquila para Chiellini e companheiros da retaguarda
O derby da região de Piemonte transformou-se num verdadeiro passeio para a Juventus que goleou o Novara por concludentes quatro a zero, resultado que deixa os bianconeri mais perto do título e os azzurri condenados à despromoção.

Os highlights:

Novara 0 - 4 Juventus

Vidal e Vucinic sorriem, o scudetto está cada vez mais perto
Série A 2011/12
35ª jornada
Estádio Silvio Piola em Novara
Árbitro: Celi
Assistência: 17 mil espectadores

Golos: 16' e 64' Vucinic, 40' Borriello e 50' Vidal

Novara (4-3-2-1): Fontana; Dellafiore (46' Da Silva), Paci, Lisuzzo e Garcia; Porcari, Pesce e Gemiti; Mazzarani (67' Radovanovic) e Rigoni; Caracciolo (51' Morimoto).
Treinador: Tesser.
Não utilizados: Coser, Centurioni, Rinaudo e Rubino.
Disciplina: cartão amarelo a Pesce.

Juventus (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Vidal (56' Padoin), Pirlo, Marchisio (60' De Ceglie) e Giaccherini; Borriello e Vucinic (66' Elia).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Cáceres, Del Piero e Quagliarella.
Disciplina: nada a assinalar.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Herói improvável

Conte acertou em cheio com as entradas de Del Piero e Borriello 
O jogo caminhava para o quarto-de-hora final e pressentia-se o perigo da cedência de um nulo comprometedor. Sem o castigado Quagliarella e com Matri e Vucinic em tarde de pouca inspiração, não restavam grandes alternativas a Conte a não ser lançar Del Piero e Borriello. E se é um facto que il capitano tem-se revelado uma excelente arma secreta, não é menos verdade que a aposta no ponta-de-lança canhoto foi uma verdadeira nulidade... até este jogo!

Faltavam apenas dez minutos para o final da partida e o veteraníssimo guardião Antonioli - 42 anos! - destacava-se como a principal figura da partida após ter parado de forma superior um pontapé livre cobrado por Del Piero, defendido sobre a linha de golo um remate de Matri, desviado para o poste um cabeceamento de De Ceglie e visto Pirlo estoirar no mesmo poste uma grande penalidade indevidamente assinalada - a mão do defesa existe, mas é cometida centímetros fora da área. Duplo azar para Pirlo que desperdiça um rigore pelo segundo jogo consecutivo e, desta vez, a não ter direito a recarga.

A pressão bianconera acentuava-se com o avançar do relógio. Conte ousou um inédito 3-3-4 para tentar assegurar a vitória com Giaccherini, Del Piero, Borriello e Vucinic na frente de ataque sendo recompensado com o golo a dez minutos do final. Cruzamento de sinistro de Del Piero para Vucinic amortecer de cabeça para o remate vitorioso de Borriello! Finalmente era vencida a estóica resistência do último classificado que ficou assim com o destino carimbado de regresso à Série B. Quanto à Juve está um pouco mais perto de assegurar o scudetto. No domingo, previsível jogo de contornos semelhantes a este frente ao Novara.

Os highlights:

Cesena 0 - 1 Juventus

Borriello marcou, finalmente, o primeiro golo pela vecchia signora
Série A 2011/12
33ª jornada (jogo em atraso)
Estádio Dino Manuzzi em Cesena
Árbitro: Guida
Assistência: 20 mil espectadores

Golo: 80' Borriello

Cesena (5-3-1-1): Antonioli; Ceccarelli, Benalouane, Rodriguez, Moras e Djokovic (77' Rossi); Santana, Colucci (32' Guana) e Parolo; Del Nero (65' Arrigoni); Rennella.
Treinador: Beretta.
Não utilizados: Ravaglia, Comotto, Malonga e Lolli.
Disciplina: cartão amarelo a Colucci, Rennella, Guana e Moras.

Juventus (3-5-2): Buffon; Bonucci, Barzagli e Chiellini; Cáceres (69' Giaccherini), Vidal, Pirlo, Marchisio e De Ceglie (74' Del Piero); Matri (74' Borriello) e Vucinic.
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Lichtsteiner, Marrone e Padoin.
Disciplina: cartão amarelo a Vidal, Pirlo e Matri.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A um passo do título

Falta pouco para a festa da consagração
A Série A 2011/12 entrou na recta final com a Juventus a ter o scudetto completamente à mercê graças a uma almofada de conforto de três pontos de vantagem para o Milan que lhe garante margem de erro num desses desafios. Sem menosprezar a qualidade dos adversários com que irá medir forças até final da competição, verifica-se que os próximos desafio são deslocações ao terreno das duas equipas que se encontram praticamente despromovidas - Cesena e Novara - faltando apenas depois a visita na penúltima rodada à Sardenha para defrontar o Cagliari que, muito provavelmente, já estará nessa altura com a manutenção assegurada, baixando assim o grau de dificuldade do encontro. Situação idêntica previsível para a recepção na última jornada à Atalanta, restando a visita do Lecce na 36ª jornada, desafio que se prevê ser o mais difícil dos cinco devido à situação periclitante da formação salentina na tabela classificativa. 

Posto isto e sem necessidade de olhar para o calendário do rival rossonero é fácil concluir que só uma verdadeira catástrofe afastará a vecchia signora da conquista do título. Há pouco mais de um mês atrás tal desfecho afigurava-se bastante improvável após a cedência de quatro empates consecutivos - Milan, Chievo, Bologna e Genoa - que deixou os bianconeri a quatro pontos da liderança. Levantaram-se justificadas dúvidas sobre as reais capacidades da squadra de Conte, que denotava alguma falta de frescura física e um gritante défice concretizador. A juntar a este cenário, já de si pouco animador, aproximava-se o terrível ciclo de confrontos com a maior parte das equipas que têm ocupado os lugares cimeiros do calcio nas últimas temporadas, sem esquecer que o Milan parecia seguir imparável rumo à revalidação do tricolore

É então que se dá a estrondosa goleada de Florença, verdadeiro ponto de inflexão na temporada. Seguiram-se vitórias caseiras concludentes sobre Inter, Napoli e Roma. Pelo meio a deslocação à Sicília que alinhou pelo mesmo prisma. Sempre sem sofrer golos e a marcar em catadupa! Alternando o 4-3-3 com o 3-5-2 sem nunca perder a identidade e o equilíbrio táctico, Conte e a Juventus conseguiram unir qualidade de jogo e vitórias inequívocas. No entanto, bastou um jogo menos conseguido no aspecto da finalização e um raro erro defensivo para colocar em causa esta série de resultados positivos. É aí que entram em campo os grandes campeões, chamam a si o protagonismo e resolvem a situação. Falo naturalmente da recepção à Lazio e do golo decisivo de Del Piero. Obviamente que estes seis triunfos consecutivos não teriam surtido efeito em termos práticos de campeonato se o Milan não tivesse tropeçado e, felizmente, assim aconteceu por várias ocasiões.

Acredito assim que o mais difícil já foi superado. Basta apenas seguir na onda, que é como quem diz, manter elevados os níveis de motivação e de concentração e o scudetto não tardará a regressar a Turim, se possível sem derrotas, feito nunca antes alcançado na história do clube. Merecedor de rasgados elogios a extraordinária capacidade defensiva da equipa, com apenas 18 golos sofridos em 33 jogos, pouco mais que meio golo por jogo. No entanto, 57 golos apontados fazem com que a média de golos marcados não chegue sequer a 2 golos por jogo. Não se pode considerar negativo, mas está longe de ser brilhante. Analisar dados estatísticos no Futebol tem sempre uma quota parte de relativo, mas neste caso conclui-se que a maior fragilidade da Juve reside no sector ofensivo, não se estranhando assim a constante especulação de vários nomes associados ao reforço do ataque bianconero para a próxima temporada.

domingo, 22 de abril de 2012

Decisivo

O primeiro dos dois golos do chileno
A Juventus deu um passo importante, quiçá decisivo, rumo à conquista do scudetto após golear a Roma por concludentes quatro bolas a zero, alargando a vantagem pontual para o Milan, que não foi além de um empate caseiro perante o Bologna.

Entrada arrebatadora em campo dos bianconeri que já venciam por 2-0 aos 8 minutos, graças a dois primorosos remates cruzados de Vidal, correspondendo na perfeição às assistências de De Ceglie e  de Vucinic. O montenegrino não marcou, mas esteve em noite inspirada, revelando magnífica visão de jogo nos passes para Marchisio que estiveram na origem dos restantes golos. No primeiro, isolou Il Principino que foi derrubado por Stekelenburg. Penalty e cartão vermelho para o guardião holandês. Curci entrou a frio e conseguiu suster o remate de Pirlo, mas nada pode fazer na recarga. No segundo - no início da etapa complementar - o montenegrino amorteceu o esférico em jeito de convite para o remate forte e colocado de Marchisio.

Meia hora final sem grande história com a Juve a limitar-se à gestão do resultado e do esforço, numa nítida poupança de energia para as derradeiras cinco finais que se avizinham. Há que manter o ritmo, a postura e confiança evidenciadas nas últimas partidas porque o título está já ali ao virar da esquina.

Os highlights:

Juventus 4 - 0 Roma

Vidal decidiu a partida nos minutos iniciais
Série A 2011/12
34ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Bergonzi
Assistência: 40 mil espectadores

Golos: 4' e 8' Vidal, 29' Pirlo e 52' Marchisio

Juventus (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Vidal (67' Giaccherini), Pirlo, Marchisio e De Ceglie; Quagliarella (61' Del Piero) e Vucinic (57' Borriello).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Cáceres, Pepe e Matri.
Disciplina: cartão amarelo a Quagliarella.

Roma (4-5-1): Stekelenburg; Rosi, Kjaer, De Rossi e Angel; Pjanic (61' Lamela), Perrotta, Gago, Marquinho e Borini (28' Curci); Osvaldo (57' Bojan).
Treinador: Luis Enrique.
Não utilizados: Heinze, Taddei, Greco e Totti.
Disciplina: cartão amarelo a Bojan. Cartão vermelho a Stekelenburg aos 27'.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eterno Del Piero

Lendário
Terrível ineficácia no momento da finalização - em especial Quagliarella e Vucinic - e um rol verdadeiramente impressionante de defesas de Marchetti transformaram uma potencial goleada numa provável igualdade até Del Piero entrar em campo - a pouco mais de um quarto-de-hora do final da partida - e resolver a contenda através da execução irrepreensível de um pontapé livre directo. E assim se festejaram efusivamente as 700 presenças de il capitano em jogos oficiais pela Juventus. Apetece questionar Agnelli e Marotta se não estão manifestamente arrependidos do veredicto estapafúrdio e precipitado que tomaram no passado mês de Outubro?

Os
highlights:

Juventus 2 - 1 Lazio

Golo de Del Piero no restrito lote daqueles que podem decidir campeonatos
Série A 2011/12
32ª jornada
Juventus Stadium em Turim
Árbitro: Damato
Assistência: 39 mil espectadores

Golos: 30' Pepe e 82' Del Piero; 45' Mauri

Juventus (4-3-3): Buffon; Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci e Chiellini; Vidal (80' Giaccherini), Pirlo e Marchisio; Pepe (71' Matri), Quagliarella e Vucinic (73' Del Piero).
Treinador: Conte.
Não utilizados: Storari, Cáceres, De Ceglie e Borriello.
Disciplina: cartão amarelo a Lichtsteiner, Chiellini e Quagliarella.

Lazio (4-4-1-1): Marchetti; Scaloni, Biava, Diakite e Garrido; Gonzalez (81' Brocchi), Cana, Ledesma e Candreva; Mauri (72' Hernanes); Rocchi (74' Kozak).
Treinador: Reja.
Não utilizados: Bizzarri, Zauri, Matuzalem e Alfaro.
Disciplina: cartão amarelo a Diakite, Biava, Mauri e Ledesma. Cartão vermelho a Kozak aos 90'+3 por acumulação de amarelos.

sábado, 7 de abril de 2012

Irresistível

Subida de forma de Marchisio coincidente com óptimo momento dos bianconeri
Motivada pela surpreendente derrota caseira do Milan frente à Fiorentina - obrigado, Amauri! - a Juventus arrancou exibição estrondosa em Palermo, dominando intensamente de princípio a fim, materializando a superioridade através de um cabeceamento exuberante do patinho feio Bonucci - cada vez mais lançado para se transformar em cisne - e de uma finalização com grande classe de Quagliarella.  A sete rodadas do fim do campeonato os bianconeri lideram com um ponto de vantagem sobre os rossoneri. A luta promete ser titânica até ao último minuto.

Os highlights:

Palermo 0 - 2 Juventus

Ele mesmo, Quagliarella voltou a marcar
Série A 2011/12
31ª jornada
Estádio Renzo Barbera em Palermo
Árbitro: Brighi
Assistência: 29 mil espectadores

Golos: 56' Bonucci e 69' Quagliarella

Palermo (3-5-2): Viviano; Muñoz, Milanovic e Labrin; Pisano, Migliaccio (73' Bacinovic), Barreto, Della Rocca e Acquah (64' Budan); Ilicic (82' Vazquez) e Miccoli.
Treinador: Mutti
Não utilizados: Tzorvas, Kosnic, Alvarez e Zahavi.
Disciplina: nada a assinalar. 

Juventus (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Cáceres, Vidal (82' Pepe), Pirlo, Marchisio e Estigarribia; Vucinic (67' Matri) e Quagliarella (77' Del Piero).
Treinador: Conte.
Não utlizados: Storari, 
Disciplina: cartão amarelo a Marchisio.